Casal denuncia ofensa racista e médico é autuado em Maceió
No painel eletrônico de chamadas, logo abaixo do nome da paciente, apareceu em destaque a palavra “cativeiro”
O que era para ser uma simples consulta médica na tarde dessa sexta-feira (18) virou caso de polícia e indignação na Ponta Verde, bairro nobre de Maceió. Enquanto aguardavam o atendimento em uma clínica do bairro, uma mulher e seu esposo foram surpreendidos por uma mensagem discriminatória no painel eletrônico de chamadas, logo abaixo do nome da paciente, apareceu em destaque a palavra “cativeiro” — termo historicamente associado à escravização de pessoas negras.
Diante do incidente, o casal acionou a Polícia Militar por volta das 15h40. Todos os envolvidos foram encaminhados à Central de Flagrantes, onde o responsável pela clínica acabou autuado pelo crime de racismo.
Em depoimento aos policiais, o médico responsável declarou que sequer conhecia ou havia atendido a paciente e alegou que o termo exibido no monitor de chamadas não fazia qualquer referência à população negra.
Apesar das justificativas apresentadas pelo profissional, o caso foi registrado e segue sob apuração das autoridades policiais para identificar a origem da inserção da palavra no sistema.
Saiba como denunciar
Racismo é crime inafiançável e imprescritível. Caso você presencie ou seja vítima de atos racistas, injúria racial ou qualquer tipo de discriminação no estado, utilize os canais oficiais de denúncia:
Disque 190 (Polícia Militar): Para flagrantes e ocorrências em andamento;
Disque 181 (Disque Denúncia): Garantia de anonimato para prestação de informações e denúncias de crimes;
Delegacias da Polícia Civil: Registro de Boletim de Ocorrência em qualquer delegacia física ou pela Delegacia Virtual de Alagoas;
Disque 100 (Direitos Humanos): Canal nacional gratuito para denúncias de violações de direitos humanos;
Ministério Público de Alagoas (MPAL): Atendimento via ouvidoria pelo site oficial ou pelo aplicativo do MPAL.
Por Tribuna Hoje
