Discurso de Lula na ONU deve ter como foco defesa da soberania nacional
Presidente brasileiro embarca neste domingo (20) aos Estados Unidos para participar da Assembleia Geral. Encontro com Donald Trump não está programado.
O presidente Lula embarca neste domingo (20) aos Estados Unidos para participar da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. A conferência começa na terça-feira e o líder brasileiro será o primeiro a discursar, como manda a tradição.
Segundo o Palácio do Planalto, o petista planeja centrar sua fala na defesa da soberania nacional.
O presidente também deve defender a proteção das instituições democráticas e combater as ameaças externas de interferência nas eleições brasileiras.
Apesar da expectativa em torno da passagem por Nova York, não há reunião bilateral formal agendada entre Lula e o presidente americano Donald Trump.
Nesta sexta-feira, durante ato no Rio de Janeiro, Lula criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, uma pauta defendida pelo candidato Flávio Bolsonaro.
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Estados-membros da ONU. — Foto: Wikimedia Commons
Delegações de 193 países estarão na sede das Nações Unidas, em Nova York, para a abertura da Assembleia Geral, o maior fórum diplomático do planeta.
O encontro deste ano ocorre sob forte cobrança pela incapacidade da organização de conter conflitos armados e tem como foco os bastidores para a definição do novo secretário-geral da ONU.
A atuação humanitária da organização enfrenta severa crise orçamentária após o governo Donald Trump reduzir drasticamente os repasses voluntários às principais agências das Nações Unidas.
As verbas norte-americanas destinadas ao Programa Mundial de Alimentos caíram para menos da metade, e o Unicef estima uma receita 20% menor em relação a 2024.
As restrições já forçaram o fechamento de 205 unidades de saúde e nutrição na Somália e reduzem o atendimento a crianças vulneráveis na Ucrânia, que enfrenta uma guerra contra a Rússia, há quase 5 anos.
Na Globonews, o porta-voz internacional do Unicef, Ricardo Pires, que está na Ucrânia, falou da crise provocada pelos cortes de verbas.
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Destruição de região na Ucrânia após ataques russos. — Foto: Handout / Ukrainian State Emergency Service / AFP
