Juiz decide que cobertura de luxo de Collor em Maceió deve ir a leilão para pagar dívida trabalhista

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O juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT-19), Nilton Beltrão de Albuquerque Júnior, decidiu que a cobertura de luxo do ex-presidente Fernando Affonso Collor de Mello deve ir a leilão para quitar uma dívida trabalhista.

Em novembro de 2024, a dívida trabalhista foi avaliada em R$ 264 mil. No final do mesmo ano, o valor do imóvel era de R$ 9 milhões.

De acordo com a assessoria de comunicação do TRT-19 em Alagoas, o leilão da cobertura está previsto para acontecer de forma online nos dias 9 e 11 de junho.

A decisão cabe recurso e é de 19 de fevereiro deste ano. Não há um prazo formal para que o juiz Edson Françoso, titular pela 3ª Vara do Trabalho de Maceió, responsável pelo processo, analise o pedido de suspensão ou não do pregão.

O TRT informou ainda que o bem só sai de leilão caso o ex-presidente pague a dívida, faça um acordo ou ainda se o juiz Edson Françoso entenda que a dívida foi paga.

Caso o magistrado avalie que não houve quitação dos valores e um novo acordo seja feito, o bem continuaria penhorado até a quitação integral do valor, porém não iria mais a leilão.

Collor cumpre prisão domiciliar após ser condenado a 8 anos e 10 meses por corrupção e outros crimes investigados na Operação Lava Jato. A decisão desse caso foi do ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em maio de 2025.

Defesa do ex-presidente

 

A defesa do ex-presidente Fernando Collor explicou ao g1 que a dívida já foi paga em um acordo feito com uma ex-funcionária da TV Gazeta de Alagoas.

O advogado Marcos Rolemberg, que representa a trabalhadora, explicou que a dívida foi paga parcialmente, em 2023, quatro anos após a cliente dele entrar com uma ação contra a empresa. E, por isso, entende que não há motivos para a suspensão do leilão.

Cobertura de luxo

O imóvel que deve ir a leilão é uma cobertura duplex à beira-mar, com cerca de 600 metros quadrados, localizado na Avenida Álvaro Otacílio, na orla de Jatiúca, em Maceió

De acordo com as informações do processo, o imóvel tem um primeiro pavimento com varanda, sala de estar, gabinete, galeria, sala de jantar, lavabo, adega, espaço para circulação, um espaço de estar íntimo (ideal para atividades relaxantes), três suítes (sendo uma máster), rouparia, despensa, copa/cozinha, área de serviço, depósito e o quarto de funcionário com banheiro.

O Edifício Residencial Chateau Larousse, inclusive, é utilizado pelo ex-presidente como residência para cumprir a prisão domiciliar.

 

Por Lucas Leite, g1 Alagoas

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