Justiça devolve à Polícia Civil inquérito sobre morte de Cláudia Pollyanne em clínica de reabilitação
Ministério Público apontou ausência de laudos essenciais para análise de possível homicídio
A Justiça de Alagoas determinou a devolução do inquérito policial que apura a morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna, de 41 anos, ocorrida em uma clínica de reabilitação no município de Marechal Deodoro, para que a Polícia Civil complemente a investigação.
A decisão atende a uma manifestação do Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL), que identificou falhas e ausência de elementos técnicos indispensáveis, como laudos periciais conclusivos, no material encaminhado anteriormente pela autoridade policial.
No despacho, a magistrada responsável pelo caso destacou que a incompletude do inquérito inviabiliza uma análise jurídica segura, especialmente diante da gravidade dos fatos investigados. A Polícia Civil terá prazo de 15 dias para cumprir as diligências determinadas e reapresentar o procedimento ao MP.
Pontos que precisam ser esclarecidos
Entre os aspectos apontados pelo Ministério Público estão a necessidade de laudos complementares, esclarecimentos sobre as condições físicas da vítima no momento do atendimento e a consolidação de elementos que permitam avaliar se houve conduta dolosa ou omissiva por parte dos responsáveis pela clínica.
Após o cumprimento das diligências, caberá ao MP-AL decidir se oferece denúncia, solicita novas providências ou promove o arquivamento, conforme o conjunto probatório.
Relembre o caso
Cláudia Pollyanne morreu em 9 de agosto de 2025, após dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Marechal Deodoro, levada por funcionários da clínica onde estava internada. Familiares relataram à polícia que o corpo apresentava hematomas, o que motivou a abertura do inquérito.
Diante das denúncias, a clínica chegou a ser interditada por órgãos competentes, e o proprietário do estabelecimento foi indiciado inicialmente por homicídio doloso, com medidas judiciais adotadas durante a fase inicial da investigação.
A devolução do inquérito à Polícia Civil ocorre após a conclusão preliminar dos trabalhos e reforça a exigência de robustez técnica para a responsabilização criminal em casos de morte sob custódia institucional.
