No Atlético-MG, Scarpa revê Bigode após caso de criptomoedas e diz: “Sou profissional, me segurei”

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Três anos após o início do processo na Justiça no caso das criptomoedas, Gustavo Scarpa e Willian Bigode se encontraram pela primeira vez em campo. O meia do Atlético-MG e o atacante do América-MG ficaram frente a frente no duelo de ida da semifinal do Campeonato Mineiro, neste domingo, na Arena MRV.

Antes de a bola rolar, tiveram um cumprimento cordial, com aperto de mãos. Durante o jogo, ficaram próximos em algumas jogadas, mas sem disputa direta. Após o jogo, o meia comentou:

“Muitas emoções. Muita coisa que passa na cabeça, mas, antes de deixar qualquer raiva ou qualquer sentimento tomar conta, eu sou profissional, me segurei ali. Foi um momento diferente.”

 

– Está quase acabando na primeira instância. Já teve uma decisão desfavorável no processo do Mayke, o que indica que o desfecho, no meu caso, será o mesmo. Não tem muito o que fazer, é preto no branco. O cara decidiu ir para o lado da mentira, deixou a amizade de lado.

Scarpa está no Galo desde 2024. Bigode chegou ao Coelho no ano passado. O reencontro só ocorreu neste domingo. No Estadual de 2025, Willian não foi inscrito há tempo de disputar a competição. Depois, os times não encararam as mesmas competições nacionais. Na primeira fase do Mineiro deste ano, Bigode estava lesionado.

Willian Bigode e Gustavo Scarpa — Foto: TV Globo

Willian Bigode e Gustavo Scarpa — Foto: TV Globo

Entenda o caso

 

No início de 2023, o Fantástico revelou que Gustavo Scarpa e Mayke investiram cerca de R$ 10,4 milhões em criptomoedas em uma empresa indicada por Willian Bigode. O trio fez amizade quando defendeu o Palmeiras.

Os valores deveriam ter sido resgatados em 2022. Isso não ocorreu. Scarpa e Mayke acionaram a Justiça para tentar recuperar a quantia. Desde então, o processo está em andamento.

Em boletim de ocorrência, Gustavo Scarpa diz que investiu R$ 6,3 milhões, enquanto Mayke fez o aporte de mais de R$ 4 milhões na empresa Xland Holding Ltda. A promessa era de retorno de 3,5% a 5% ao mês. De acordo com o juiz, há indícios claros de pirâmide financeira.

Willian Bigode e Gustavo Scarpa durante jogo entre Atlético-MG e América-MG — Foto: Gilson Lobo/AGIF

Willian Bigode e Gustavo Scarpa durante jogo entre Atlético-MG e América-MG — Foto: Gilson Lobo/AGIF

 

À polícia, ambos contaram terem feito o negócio por indicação de Willian Bigode, que é dono da empresa WLJC Gestão Financeira.

Em 2024, Scarpa obteve o bloqueio dos salários de Willian Bigode, na época no Santos. No início do ano passado, a Justiça deu ganho de causa parcial a Mayke para recuperar o valor aportado.

 

Por Redação do ge — Belo Horizonte

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