Análise: livre, leve e solto, Flamengo impressiona por dominância em vitória sobre o Corinthians

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Por Felipe Schmidt

Everton Ribeiro fez um golaço, Bruno Henrique assumiu a artilharia do Brasileiro, Gabigol e Arrascaeta deram assistências. O quarteto ofensivo brilhou na vitória do Flamengo sobre o Corinthians por 3 a 1, na NeoQuímica Arena, no domingo. Mas, além da costumeira qualidade técnica destes jogadores, é possível explicar a dominância do time de Renato Gaúcho a partir de seus zagueiros.

Outrora criticados – e ainda não completamente nas graças da torcida -, Gustavo Henrique e Léo Pereira simbolizam bem como o Flamengo construiu a vitória sobre o Corinthians. Desde o primeiro minuto, o time alugou o campo ofensivo e não saiu de lá até os minutos finais do jogo. E a dupla de zaga rubro-negra em momento algum foi incomodada. Foi a partir dela que todos os ataques do Flamengo saíram.

Sem a menor pressão do Corinthians, Gustavo e Léo podiam sair livremente com a bola. Tinham tempo para escolher o melhor passe e acertá-lo. Cada passe endereçado aos meio-campistas iniciava um efeito dominó, forçando uma série de compensações na marcação e derrubando cada peça da defesa corintiana até a finalização da jogada.

Em certo momento da transmissão, o comentarista Walter Casagrande Jr. resumiu a marcação do Corinthians: “Parece que chega sempre depois”. E isso acontecia justamente pela saída de bola limpa do Flamengo.

O contrário ocorria na defesa do Corinthians. O Flamengo foi cirúrgico em sua pressão, relembrando os melhores momentos daquela equipe de 2019. O primeiro gol saiu assim, quando Arão roubou a bola para Everton Ribeiro acertar belo chute. Tanto a zaga do Flamengo quanto a do Corinthians iniciavam os ataques rubro-negros. Assim foi construída a dominância do time de Renato Gaúcho.

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