Atlético-MG busca empate com Hulk decisivo, vê sonho do “tri” mais perto e espera por rival
Debaixo de um temporal, Galo sai atrás no placar e busca empate com gol decisivo de Hulk para se classificar à final; clube quer conquistar Copa do Brasil pela terceira vez (2014 e 2021)
O Atlético-MG está na final da Copa do Brasil. Sonhado, merecido e conquistado. Debaixo de um temporal do primeiro ao último minuto de jogo em São Januário, o Galo buscou o empate com o protagonismo de Hulk para chegar à decisão. Na ida já havia vencido por 2 a 1. Jogo tenso, nervoso, de surpresas de Milito na escalação, mas com uma característica inerente ao Atlético: a vontade de vencer.
Durante toda a semana, o grande mistério foi se Arana e Rubens estariam disponíveis. Não só estavam como jogaram os 90 minutos e acréscimos. O treinador argentino repetiu a escalação do jogo de ida. Everson, Lyanco, Battaglia, Alonso; Arana, Rubens, Otávio, Alan Franco, Scarpa, Paulinho e Hulk.
Arana jogou por dentro, como um meia, e Rubens o ala pela esquerda. Sem atuar desde o início do mês, a dupla sentiu o ritmo, cometeu algumas falhas e fez um jogo distante dos elogios da ida na Arena MRV. O setor era o mais explorado pelo Galo, que passava muito a bola por ali.
Paulinho, um dos melhores em campo, teve chance de abrir o placar no início do jogo, mas, dentro da área, tentou um drible a mais e perdeu o timing da finalização. Battaglia parou em defesa milagrosa de Léo Jardim em finalização de dentro da área.
A chuva não deu trégua. Nenhum minuto. O que aumentou a dificuldade dos jogadores. Campo pesado, escorregões, faltas mais pegadas tomaram conta da partida. O lance capital do primeiro tempo foi o pênalti cometido por Otávio aos 29. O jogador do Galo tocou a bola com o braço dentro da área. Depois de uma demora absurda, o VAR marcou. Na bola, Vegetti marcou para incendiar o caldeirão.
Logo após o gol, os jogadores do Galo “chamaram” um ao outro para a partida. Hulk, um dos mais pilhados como sempre, já havia cobrado melhores desempenhos de Rubens e Scarpa, personagem importante para a etapa final.
No segundo tempo, o Vasco seguiu mais vertical e com oportunidades criadas principalmente em bolas cruzadas para Vegetti. Everson esteve atuante. Em compensação, Hulk ficou na bronca com Scarpa em uma bola que o camisa 7 queria receber, mas o meia acabou tomando outra decisão em campo. Os dois ainda fariam as pazes e declarariam amor um ao outro em final feliz do Galo.
Com paciência, ajustando melhor as jogadas usando o lado direito mais vezes com Scarpa, que estava mal no jogo, o Galo foi empurrando o Vasco para o campo defensivo. Foi fatal. Na primeira vez que Hulk conseguiu se desvencilhar da boa marcação do Léo Pelé, o camisa 7 não desperdiçou. Colocou no canto alto direito e correu para o abraço. E que abraço. Na comemoração, Hulk e Scarpa selaram a paz.
O Galo chega à final da Copa do Brasil com a casca de um time que se reinventa com tantas dificuldades. Um elenco curto, e que segue também na Libertadores, um sonho tão vivo e atual como o da Copa do Brasil. Ajustes, claro, são necessários. Mas a sede por título faz o time e Milito ignorarem as adversidades.
Vivendo acordado o sonho do tricampeonato da Copa do Brasil, o Galo está na briga e só espera o rival. Mas antes, novo desafio. Terça-feira, o clube recebe o River Plate pela semifinal da Libertadores, na Arena MRV, em um confronto que marcará um primeiro passo importante para se fazer história e chegar à decisão. Algo que pode tornar 2024 ainda mais inesquecível. Afinal, se conseguir realizar, será a primeira vez que o clube chegará em duas finais de Copas ao mesmo tempo.
Por Laura Rezende, ge — Rio de Janeiro
