Caso Davi Silva: ‘Quero um fio de cabelo’, diz pai durante julgamento de PMs por desaparecimento
Os quatro militares suspeitos no sumiço do jovem, em agosto de 2014, estão no banco dos réus nesta segunda-feira (4), no Fórum Desembargador Jairo Maia Fernandes, em Maceió.
O pai de Davi da Silva, Cícero Lourenço da Silva, afirmou nesta segunda-feira (4) que a família espera que os policiais suspeitos pelo desaparecimento do filho, ocorrido em agosto de 2014, apresentem ao menos um vestígio — “nem que seja um fio de cabelo” — que ajude a esclarecer o caso (veja vídeo acima).
Bastante emocionado, Cícero Lourenço chegou a passar mal durante os depoimentos no julgamento.
Os policiais militares da Rádio Patrulha Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Victor Rafael Martins da Silva e Nayara Silva de Andrade são julgados nesta segunda-feira, no Fórum Desembargador Jairo Maia Fernandes, no Barro Duro, parte alta de Maceió. Eles são suspeitos de envolvimento no desaparecimento de Davi, que tinha 17 anos à época.
Davi desapareceu após uma abordagem policial em uma esquina do Conjunto Cidade Sorriso 1, no Benedito Bentes, também na parte alta da capital.
“Quero justiça. Quero que quem pegou meu filho apresente um fio de cabelo, um osso. Davi era inocente. Mas, mesmo que tivesse feito algo errado, a obrigação da polícia era levá-lo até minha casa, porque ele era menor de idade. Quero qualquer prova de que era o Davi, que mostre o que aconteceu”, declarou o pai.
Mãe morreu sem ver desfecho
O julgamento do caso já havia sido adiado outras vezes. A sessão anterior estava marcada para o dia 13 de abril, mas foi remarcada para esta segunda-feira (4), às 7h30.
A mãe de Davi, Maria José, feirante que acompanhou o caso desde o início, morreu em dezembro de 2025 sem ver o desfecho do processo. O julgamento também chegou a ser marcado para outubro do mesmo ano, mas acabou adiado.
Por Luciano Milano, g1 Alagoas
