Chances Série B: Santos tem 45% de potencial para ser campeão; Sport, 33%

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Empatados em pontos (56) e em número de vitórias (16), Santos e Sport têm as maiores chances de conquistar o título de campeão da Série B. Projeção do Espião Estatístico indica que o potencial do Santos está em 44,58%, e o do Sport, em 32,54%. Após a rodada #32, o Santos tem saldo de 20 gols a seu favor, e o Sport, 13. Faltam seis rodadas para o fim da Série B, e as duas equipes se enfrentam na última rodada, com mando do Sport.

Após três derrotas consecutivas, o Novorizontino desacelerou, e suas chances de título estão em 10,0%. O Mirassol tem 7,12%, e o Ceará, próximo adversário do Santos, 4,83%.

Disputa pelo acesso

 

Ao se isolarem na luta pelo título, Santos e Sport abriram vantagem na disputa pelo acesso à Série A. A derrota fora de casa contra a Chapecoense causou uma queda nas chances de o Santos voltar à Série A. Ao fim da rodada passada, a probabilidade de voltar à elite nacional era de 97,14%, mas com o tropeço em Chapecó, essa marca passou a ser de 92,43%, ainda a maior da competição.

O Sport tinha um jogo adiado a realizar, e, ao fim da rodada passada, as chances de terminar o campeonato entre os quatro primeiros colocados eram de 89,56%. Perdeu o jogo adiado contra o Operário-PR, mas se recuperou com a vitória sobre o Botafogo-SP, neste domingo e manteve seu potencial de acesso no mesmo patamar, agora com 89,95%

Em parceria com o economista Bruno Imaizumi, calculamos as chances de cada equipe vencer os jogos restantes, realizando 10 mil simulações para cada partida a ser disputada, o que resulta nos percentuais do quadro abaixo. A metodologia empregada está explicada no fim do texto.

Chances de acesso após a 32ª rodada

Times Chances
Santos 92,43%
Sport 89,95%
Novorizontino 71,09%
Mirassol 64,33%
Ceará 47,32%
América-MG 12,98%
Vila Nova 10,14%
Coritiba 4,85%
Operário-PR 3,14%
Amazonas 2,56%
Goiás 1,01%
Avaí 0,2%

Risco de rebaixamento

 

A vitória fora de casa no clássico campineiro dá ânimo para o Guarani buscar a saída do Z4 que leva para a Série C, mas a situação é difícil. Ao derrotar a Ponte Preta, o Guarani reduziu o risco de rebaixamento de 94,14% para 88,05%. Último colocado na classificação, tem cinco pontos a menos que o Botafogo-SP, 16º colocado.

A derrota em casa custou caro à Ponte Preta, que era a 15ª colocada e agora foi para a 17ª posição. É a primeira vez desde a segunda rodada que a Ponte entra no Z4. A queda de rendimento elevou de 31,20% para 45,17% o risco de rebaixamento.

Entre os dois rivais de Campinas aparecem no Z4 Brusque e Ituano. Com a derrota em casa para o CRB, o risco de queda do Brusque subiu de 63,7% para 73,7%. O Ituano também perdeu em casa, para o Ceará, e o risco da equipe de Itu ser rebaixada passou de 76,31% para 84,51%.

Risco de rebaixamento para a Série C após a rodada 32 — Foto: Editoria de Arte

Risco de rebaixamento para a Série C após a rodada 32 — Foto: Editoria de Arte

Ao sair vitorioso do confronto direto com o Ituano, o CRB amenizou a situação na competição: deixou o Z4 passando da 17ª para a 15ª posição em um momento decisivo e reduziu o risco de queda de 50,1% para 31,5%.

Risco de rebaixamento após a 32ª rodada

Time Risco de rebaixamento
Guarani 88,05%
Ituano 84,51%
Brusque 73,7%
Ponte Preta 45,17%
Botafogo-SP 34,95%
CRB 31,5%
Paysandu 23,27%
Chapecoense 18,75%
Avaí 0,07%
Goiás 0,02%
Amazonas 0,01%

Metodologia

 

Em parceria com o economista Bruno Imaizumi, calculamos as chances de cada equipe vencer os jogos restantes, realizando 10 mil simulações para cada partida a ser disputada, o que resulta nos percentuais dos quadros acima.

Apresentamos as probabilidades estatísticas baseadas em parâmetros de ataque e defesa das equipes quando jogam em casa ou fora. O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões sobre as chances de cada time terminar o campeonato em cada posição foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações para gerar resultados. Para cada jogo ainda não disputado, realizamos dez mil simulações.

Por Davi Barros, Roberto Teixeira e Valmir Storti, ge — Rio de Janeiro

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