Classificação do returno: América e Fluminense sobem, Corinthians, Flamengo e São Paulo caem

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Por Valmir Storti — Rio de Janeiro

A vitória no Fla-Flu elevou o Fluminense para a quarta colocação do segundo turno do Brasileirão, com aproveitamento de 58%, mas o América-MG derrotou o Santos e está na terceira colocação., cm 59% de aproveitamento. Como as equipes têm número de jogos diferentes devido ao adiamento de duas partidas da rodada #23, optamos por organizar as equipes pelo percentual de pontos ganhos, assim como usamos a média de gols para os desempates. Os dois jogos atrasados serão disputados nesta quarta-feira. Atlético-MG e Internacional seguem, respectivamente, na primeira e na segunda posições. Nada mudou também nas últimas quatro colocações, o Z4.

O Flamengo perdeu três posições e em uma semana decisiva tanto na Copa do Brasil quanto no confronto direto com o Atlético-MG, no fim de semana, a equipe carioca está na sexta colocação do returno, com 56% de aproveitamento. O São Paulo, derrotado pelo Bragantino, caiu da oitava para a 12ª colocação, com 41%. O Corinthians sofreu o empate contra o Internacional nos últimos minutos de jogo e além de deixar escapar dois pontos, perdeu uma posição na classificação do returno.

Classificação por aproveitamento de pontos disputados, com desempate por média de gols pró e contra devido à diferença no número de jogos devido aos adiamentos na rodada #23 — Foto: Espião Estatístico

Classificação por aproveitamento de pontos disputados, com desempate por média de gols pró e contra devido à diferença no número de jogos devido aos adiamentos na rodada #23 — Foto: Espião Estatístico

Desempenhos ofensivo e defensivo

 

A produção ofensiva e a resistência defensiva de cada equipe são ótimos indicadores do que esperar da sua equipe nas próximas rodadas, por isso, em parceria com o economista Bruno Imaizumi, apresentamos abaixo como estão esses desempenhos quando considerados apenas os jogos do segundo turno.

No primeiro, estão mais à direita, na área verde, as equipes com maior média de finalizações por partida, e fica evidente por que o América-MG está na terceira colocação da classificação do retuno: nesta segunda metade do Brasileirão, nenhuma outra equipe tem concluído tantas jogadas de ataque, conseguindo quase 16 finalizações por partida, seguido de perto por Palmeiras e Atlético-MG.A diferença, é que América-MG está mais para baixo não só dessa dupla como também de Corinthians e Fluminense, por exemplo, duas equipes que apesar de finalizar muito menos, pouco mais de dez vezes por partida, criam chances mais importantes, principalmente porque buscam finalizar de dentro da área. Quanto mais de perto do gol uma finalização é feita, maior a chance de ela virar gol ou, em outras palavras, maior a “expectativa de gol” (xG), um indicador estatístico que dá valores diferentes para cada finalização de acordo com a distância e ângulo em relação ao gol e outros fatores como o placar da partida no momento de cada finalização. Ou seja, quanto mais no alto está o distintivo de seu time, maior a chance de cada finalização que faz virar gol. O Sport, por exemplo, aparece lá embaixo nos gráfico porque quando consegue uma finalização, ela tem baixíssima expectativa de virar gol.

Desempenho ofensivo das equipes no segundo turno do Brasileirão — Foto: Bruno Imaizumi/Espião Estatístico

Desempenho ofensivo das equipes no segundo turno do Brasileirão — Foto: Bruno Imaizumi/Espião Estatístico

Quando analisamos a defesa, os valores se invertem. No gráfico abaixo, as melhores defesas estão do lado esquerdo e embaixo, isso porque as melhores defesas são as que sofrem menos finalizações por partida e de baixo risco, como é o caso do Atlético-MG, que em média no segundo turno está sofrendo menos de nove finalizações por partida. No extremo oposto está o Sport, a equipe mais é atacada e sofre mais de 16 finalizações por partida e, por isso, aparece lá na direita. Mas apesar de sofrer mais finalizações, o Sport corre em média menos riscos do que as defesas de Chapecoense e Santos, que aparecem no alto do gráfico porque cada finalização que sofrem tem alta expectativa de virar gol, o oposto das defesas de São Paulo, Fortaleza, Palmeiras e Athletico-PR, que em média sofrem finalizações com baixíssimo risco de virar gol.

Desempenho defensivo das equipes no segundo turno do Brasileirão — Foto: Bruno Imaizumi/Espião Estatístico

Desempenho defensivo das equipes no segundo turno do Brasileirão — Foto: Bruno Imaizumi/Espião Estatístico

Metodologia

 

A partir de 80.692 finalizações feitas em 3.313 jogos do Campeonato Brasileiro desde 2013, coletadas e classificadas pela equipe do Espião Estatístico, um modelo estatístico faz simulações aplicando o método de Monte Carlo combinado com a distribuição de Poisson Bivariada, utilizando como parâmetros os gols marcados e os indicadores de expectativa de gol (xG) e pós xG (que dá pesos diferentes para cada conclusão dependendo se ela vai ou não no gol).

A expectativa de uma finalização virar gol (xG) é calculada levando em consideração a distância e o ângulo da conclusão, além de características relacionadas à origem da jogada, se foi conseguida a partir de um cruzamento, falta direta ou uma roubada de bola, qual parte do corpo o atleta usa para finalizar e se é chute de primeira, por exemplo, qual era o tempo de jogo e a diferença no placar no momento de cada finalização e também a diferença de valor mercado das equipes em cada temporada, afinal, times mais ricos têm mais chances de montar equipes vencedoras.

*A equipe do Espião Estatístico é formada por: Bruno Murito, Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, Leandro Silva, Mateus Pinheiro, Roberto Maleson e Valmir Storti.

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