Desorganização e ambiente ruim: os relatos que expõem a crise nos bastidores do Corinthians

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Eliminado na Neo Química Arena da Copa do Brasil e da Conmebol Libertadores, o Corinthians viu a crise se agravar com a derrota para o Fluminense, domingo, pelo Campeonato Brasileiro. Foi o sexto tropeço seguido na competição.

A apenas três pontos da zona de rebaixamento, o clube vive um momento de tensão nos bastidores.

Nos últimos dias, o técnico Fernando Diniz e o zagueiro Gustavo Henrique, um dos capitães do elenco, fizeram desabafos sobre o momento vivido pelo Corinthians.

O defensor afirmou que os problemas políticos e financeiros do clube, além da falta de organização fora de campo, dificultam o desempenho da equipe dentro das quatro linhas.

— Não é de agora que o Corinthians vem atravessando problemas políticos, crise financeira, devendo não sei quantos bilhões. É muito difícil um clube, quando não está organizado, conquistar alguma coisa. Organizado já é difícil, desorganizado dessa maneira é mais complicado ainda — disse Gustavo Henrique logo depois da derrota para o Fluminense.

Fernando Diniz, por outro lado, tomou cuidado com as palavras para não “piorar ainda mais o ambiente interno” do clube.

— Eu não tenho como chegar aqui e piorar ainda mais o ambiente interno. Eu estou triste; triste é pouco o que eu estou aqui. Todo mundo sabe da vontade que eu tinha de trabalhar aqui e do meu desejo de que isso de certo. Eu tenho uma tristeza muito profunda e uma revolta muito grande junto com isso, sem entender o porquê — contou o treinador.

— Todas as nuances de a gente ter sete derrotas consecutivas, para mim, é uma coisa que pesa muito, então eu tenho é tristeza. Agora eu não posso chegar aqui e piorar o ambiente para que a gente saia dessa situação.

Em meio à crise, a última sexta-feira foi marcada por uma reunião entre lideranças das principais torcidas organizadas do Corinthians, capitães do elenco, como Hugo Souza, Gustavo Henrique, Raniele, Rodrigo Garro e Memphis Depay, e o técnico Fernando Diniz, no CT Joaquim Grava.

Ao deixar o centro de treinamento, Alexandre Domenico, presidente da Gaviões da Fiel, se mostrou surpreso com o tom dos desabafos dos jogadores sobre os problemas internos.

— Nós viemos com muita intensidade. Quando dei espaço para eles falarem, foi um choque de realidade muito grande. Não é que estejamos abraçando 100% das ideias deles, mas foi um choque de realidade. Nunca vimos um jogador desabafar tanto quanto eles desabafaram aqui, na frente do presidente.

O departamento de futebol do Corinthians está de folga até quinta-feira e se reapresenta no CT Joaquim Grava na sexta. O primeiro compromisso depois da Data Fifa será no dia 7 de outubro, contra o Internacional, no Beira-Rio, em Porto Alegre. O confronto será direto na luta contra o rebaixamento.

Com 32 pontos, o Corinthians ocupa a 14ª colocação do Brasileirão, três pontos acima do Grêmio, que abre a zona de rebaixamento, com 29.

 

Por Redação do ge — São Paulo

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