Em resposta ao ‘shutdown’, Trump promete ‘fazer coisas irreversíveis, que são ruins’
A expectativa, diz a agência Associated Press, é que a agenda de deportações avance ainda mais em meio a paralisação de outros serviços, como educação e meio ambiente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu uma resposta após a paralisação do governo dos Estados Unidos por conta da não aprovação do orçamento de 2026 pelo Congresso americano.
Ele já deixou claro que parte dos 750 mil funcionários federais serão demitidos. Muitos escritórios serão fechados, talvez até mesmo de forma permanente. Isso porque Trump defendeu ‘fazer coisas irreversíveis, que são ruins’ como maneira de retaliação.
A expectativa, diz a agência Associated Press, é que a agenda de deportações avance ainda mais em meio a paralisação de outros serviços, como edução e meio ambiente.
‘Não queremos o fechamento. Podemos fazer coisas durante a paralisação que são irreversíveis, que são ruins para eles e irreversíveis para eles, como cortar um grande número de pessoas, cortar coisas de que eles gostam, cortar programas de que eles gostam’, afirmou o republicano, pouco antes do início oficial.
Entenda mais detalhes da paralisação
Casa Branca em Washington, no Distrito de Columbia. — Foto: Reprodução
O governo dos Estados Unidos começou a paralisar algumas operações no início desta madrugada após o Congresso não aprovar um projeto orçamentário para estender o financiamento para as agências federais.
Este é o primeiro apagão econômico desde o mais longo da história — que durou 35 dias— há quase sete anos.
O shutdown vai paralisar o trabalho em vários departamentos e agências federais, afetando mais de 700 mil funcionários governamentais.
Apenas aqueles serviços que são considerados essenciais vão continuar naturalmente. É o caso da saúde pública e da segunda pública. Não há expectativa nem de uma paralisação mínima de alguma das partes.
Já algumas outras agências podem ter planos de contingência para manter parte do trabalho considerado também essencial em funcionamento.
Agências alertaram que a paralisação interromperia a divulgação de um relatório de emprego de setembro; desaceleraria o tráfego aéreo; suspenderia pesquisas científicas; reteria o pagamento das tropas americanas; e levaria à licença de 750 mil funcionários federais a um custo diário de 400 milhões de dólares.
A paralisação começou horas depois que o Senado rejeitou uma medida de gastos de curto prazo que teria mantido as operações do governo funcionando até 21 de novembro.
Os democratas se opuseram à legislação devido à recusa dos republicanos em anexar uma extensão dos benefícios de saúde para milhões de americanos que expirarão no final do ano.
A crise se acirrou depois que o presidente Donald Trump ameaçou demitir servidores e encerrar programas ligados aos democratas caso o governo fosse paralisado.
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em fala com jornalistas. — Foto: SAUL LOEB / AFP

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