Entenda qual problema na canela de Paulinho e como ele é decisivo no Palmeiras mesmo com dores
Com minutos controlados, camisa 10 faz o gol da vitória contra o Botafogo pela Copa do Mundo de Clubes, mas terá de passar por nova cirurgia por causa de uma fissura óssea
– Craque. Como o Abel falou: se ele com 30%, 50% está assim, imagina ele a 100%?
A declaração de Luighi sobre Paulinho resume o que é o camisa 10 do Palmeiras nesta Copa do Mundo de Clubes. Mesmo sem condições de ser titular e com cirurgia prevista após a competição, ele foi o herói da classificação às oitavas de final ao marcar o gol da vitória por 1 a 0 contra o Botafogo.
Paulinho ainda sente dores na canela da perna direita por causa de uma fissura óssea por estresse, sofrida quando atuava pelo Atlético-MG. Ele chegou a passar por cirurgia no fim do ano passado, mas não conseguiu se recuperar totalmente até agora.
O técnico Abel Ferreira havia dito que o jogador só tinha condições de atuar por 30 minutos. No sábado, o treinador revelou que o atacante terá de passar por novo procedimento no local.
O incômodo não impossibilita Paulinho de atuar, mas o limita. O controle de minutos e de carga nos treinos se dá, pois o jogador consegue desempenhar as atividades necessárias em campo, seja correr, chutar ou arrancar. Mas a depender do tempo de trabalho, as dores retornam.
É por isso que as partidas do camisa 10 geram um cenário inusitado: sempre que entra, ele se torna um dos destaques do Palmeiras. Mas sem condições de ficar em campo por um longo período.
Paulinho comemora gol da vitória do Palmeiras sobre o Botafogo na Copa do Mundo de Clubes — Foto: Emilee Chinn/FIFA via Getty Images
Ele entrou aos 17 do segundo tempo do jogo contra o Botafogo, ficou 43 minutos em campo e acabou substituído por Micael aos 12 da primeira etapa da prorrogação, logo após marcar.
– Vou te ser muito sincero o que é que eu lhe disse. Foi para isso que ele veio: jogar 15 minutos e resolver – definiu Abel.
– Fico muito feliz. O treinador está fazendo de tudo para me fazer pertencente ao grupo neste momento difícil para mim, que estou vindo de uma lesão grave – agradeceu Paulinho.
Quando foi contratado pelo Palmeiras por 18 milhões de euros (cerca de R$ 115 milhões na época), o atacante se recuperava do procedimento que realizou no Atlético-MG
Ele atuou mais do que um semestre a base de injeções no Galo, e a cirurgia não foi considerada um impeditivo para o Verdão buscá-lo no time mineiro.
O caso não era considerado grave, mas Paulinho explica que é raro no futebol. Desde que fez sua estreia em abril, o camisa 10 jogou 15 vezes, mas só uma vez como titular. São três gols e duas assistências neste período.
Para deixá-lo apto a atuar na Copa do Mundo de Clubes, o Palmeiras adotou um processo cauteloso antes da viagem para os Estados Unidos, o tirando de jogos e atividades na Academia de Futebol.
– A gente tem que tirar um pouco a carga, saber dosar os impactos, porque é uma lesão que estressa a região e acaba dando atrito e machucando. É o descanso, saber o momento certo para eu poder mostrar e produzir tudo aquilo que eu sei – afirmou Paulinho.
Desde que chegou ao país, porém, o atacante tem treinado no campo exceto quando há o regenerativo, em que fica com os titulares, mesmo sem começar as partidas.
A avaliação no clube é de que há uma evolução no quadro, mas não a ponto de acabar as dores. Por isso, Abel já antecipou o planejamento na volta ao Brasil.
Antes, porém, Paulinho e o Palmeiras disputam as quartas de final da Copa do Mundo de Clubes. Embora certamente não seja titular, o camisa 10 será peça-chave na estratégia de Abel Ferreira para chegar mais longe na competição – o Verdão enfrenta o Chelsea na próxima sexta-feira, dia 4 de julho, às 22h, na Filadélfia, valendo uma vaga na semifinal do torneio.
– Paulinho já demonstrou que é diferente e decisivo. Com a bola, ele é diferente. A gente aproveita os minutos que ele pode jogar por conta da lesão. Hoje (sábado) serviu para fazer o gol, parabéns para ele. A gente sabe que classe de jogador é, estamos aproveitando o máximo possível – exaltou Emiliano Martínez.
Por Thiago Ferri, ge — Filadélfia, EUA

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