Ex-companheiro é condenado a 27 anos de prisão pelo feminicídio da farmacêutica Marcelle Bulhões em Maceió
Cícero Messias da Silva matou a ex-mulher a pedradas no Village Campestre 2, na Cidade Universitária, em 2023. Ele cometeu o crime no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.
O Tribunal do Júri condenou, nesta segunda-feira (26), Cícero Messias da Silva Júnior a 27 anos e 1 mês de prisão pelo feminicídio da farmacêutica Marcelle Bulhões, cometido no Dia Internacional da Mulher, 8 de março de 2023, no Village Campestre 2, no bairro Cidade Universitária, em Maceió.
O então réu, que esteve preso durante o processo judicial, foi condenado pelo crime de feminicídio, cometido por motivo fútil e com uso de meio que impossibilitou a defesa da vítima.
O caso, que ganhou grande repercussão, voltou a julgamento com a acusação sendo conduzida pelo promotor de Justiça Tácito Yuri.
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Julgamento do caso de Marcelle Bulhões começou nesta segunda-feira — Foto: MP-AL
Uma das testemunhas a prestar depoimento foi o filho da vítima. Emocionado, ele relatou que o réu ameaçou esquartejar a mãe dele. Segundo o Ministério Público, Marcelle e Cícero mantinham um relacionamento há poucos meses.
“Tomei ciência de áudios e ameaças muito pesadas. Ele ameaçou esquartejar ela na rua, muita coisa estava acontecendo e eu não sabia. Quando tomei conhecimento que ela estava com uma pessoa errada, eu tentei aconselhar, tentei alertar, mas ela não aceitava o que eu estava dizendo”, disse Matheus.
Prestaram depoimento ainda uma amiga de Marcelle e dois jovens que testemunharam o crime e que tentaram conter Cícero.
Crime brutal
Marcelle Bulhões foi assassinada a pedradas em Maceió — Foto: Reprodução/Facebook
Na madrugada do crime, testemunhas relataram que Cícero invadiu a casa de Marcelle durante o carnaval, e que ficou esperando ela chegar. Marcelle teria visto uma luz acesa e tentado escapar. Os dois foram vistos discutindo em via pública, no bairro Village Campestre II. Em seguida, Cícero a agrediu com várias pedradas na cabeça. Ela chegou a ser socorrida para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu.
Amigas próximas relataram que Marcelle sofria ameaças constantes do ex-companheiro e temia pela própria vida. Cícero, que tem histórico de violência contra mulheres, inclusive com passagem pela polícia em 2018 pelo crime de ameaça, confessou o assassinato ao se apresentar na delegacia, no dia seguinte.
Por g1 Alagoas

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