Flamengo aumenta coincidências com 2019, mas ainda precisa jogar mais bola
Rubro-Negro vai de um ótimo primeiro tempo para um péssimo segundo e constrói vantagem mínima, mas importante, contra o Inter na Libertadores
Flamengo líder do Brasileirão ao final do primeiro turno em 2019 e em 2025. Eliminado na Copa do Brasil nos pênaltis para um Atlético em 2019 e em 2025. Classificação apertada na fase de grupos da Libertadores com um empate triplo na sua chave em 2019 e também em 2025. A final voltará a ser no estádio de 2019, em Lima, no Peru… E agora Bruno Henrique decidindo e sendo carrasco do Inter no jogo de ida do mata-mata no Maracanã, como aconteceu há seis anos.
As coincidências com a temporada mágica rubro-negra não param de aparecer, mas falta um pequeno detalhe: o futebol atual ainda está longe do nível de atuação da equipe liderada por Jorge Jesus. O elenco pode até ser melhor… Quer dizer, realmente é melhor, como já disse Bruno Henrique. Mas o time titular em si ainda não tem nem comparação. Principalmente pela inconsistência. No 1 a 0 sobre o Inter na noite de quarta-feira, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, o roteiro dos últimos jogos se repetiu: ótimo primeiro tempo, péssimo segundo.
Com Bruno Henrique de falso 9 no lugar de Pedro, Filipe Luís tentou resgatar aquele seu time de mais intensidade e fôlego para pressionar a saída de bola adversária. E que costumava fazer uma blitz e abrir o placar nos primeiros 15 minutos. Só que contra um Inter bem fechadinho atrás e dando pouquíssimos espaços, não rolou.
Scout – Flamengo x Inter
| Quesito | Flamengo | Inter |
| Posse de bola | 64% | 36% |
| Finalizações (no alvo) | 11 (4) | 5 (2) |
| Chances de gol* | 6 | 0 |
| Passes (precisão) | 626 (87%) | 304 (71%) |
| Desarmes | 7 | 19 |
| Escanteios | 4 | 5 |
| Faltas | 10 | 11 |
| Impedimentos | 4 | 0 |
O Flamengo só chegou uma vez nesse período com um bom chute de Luiz Araújo de fora da área e defendido por Rochet. Mas o domínio territorial era tão grande que o Rubro-Negro chegou a ter 75% de posse e trocou mais que o dobro de passes do que o Inter (626 contra 304). E, pouco a pouco, foi furando espaços e começou a empilhar chances. Só no primeiro tempo, foram nove finalizações contra apenas uma do Inter, e cinco chances de gol do Fla.
Por Thiago Lima — Rio de Janeiro
