Flamengo controla o jogo, mas oscila de novo e sofre no fim após substituições

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A vitória por 2 a 1 em cima do São Paulo colocou o Flamengo na liderança do Campeonato Brasileiro, algo que não acontecia há 115 rodadas. Mas foi por pouco que o Rubro-Negro conseguiu quebrar o tabu de mais de três anos. No Maracanã, o time repetiu o enredo de jogos recentes: controla, oscila e sofre.

Mas, desta vez, a oscilação e o sofrimento estão diretamente ligados às substituições – a maioria circunstanciais diga-se de passagem. A escalação inicial não contava com Arrascaeta e Luiz Araújo por conta de desgaste físico. Mas o último foi acionado aos 12 minutos após Cebolinha sentir dores no tornozelo direito e pedir para ser substituído.

Quis o destino que Luiz Araújo fosse o autor do gol que abriu o placar apenas sete minutos após entrar em campo. Uma jogada que começa com De la Cruz, passa por Pulgar, Bruno Henrique e Pedro até voltar para o uruguaio tocar para Luiz Araújo acertar um golaço no canto direito do goleiro Rafael.

Esse talvez tenha sido o cartão de visitas do que o torcedor poderia esperar de De la Cruz e Luiz Araújo durante o jogo. O Flamengo foi superior já na etapa inicial no Maracanã, apresentou um futebol mais organizado e praticamente não sofreu na defesa. São Paulo teve uma grande chance no chute de Alisson que parou na mão de Rossi.

Depois do gol, o Flamengo cadenciou e iniciou o controle da partida. Foi um primeiro tempo de um time organizado e intenso, que contou com a marcação pressão para anular o adversário. Não à toa foram quatro desarmes cruciais nos primeiros 45 minutos: Ayrton Lucas, Pulgar, Léo Pereira e De la Cruz.

O comprometimento defensivo é um dos pontos fortes do Flamengo de Tite. E foi por conta de mais um desarme que o Rubro-Negro conseguiu ampliar o placar já no início do segundo tempo. Pedro consegue roubar a bola de Igor Vinícius, toca para Ayrton Lucas, que arrisca a jogada. Bola volta para o camisa 9 chutar e exigir uma boa defesa de Rafael. Com muito oportunismo, De la Cruz marcou no rebote.

O Flamengo seguiu organizado e intenso na segunda etapa. A prova disso é que foram feitos outros oito desarmes. A marcação pressão na saída de bola do São Paulo foi a aposta rubro-negra para não deixar o adversário criar. Foram 12 desarmes durante os 90 minutos.

Rotina: oscila e sofre

 

Foi assim em pelo menos dois recentes jogos: Palestino e Atlético-GO. Mas, desta vez, depois de manter um bom ritmo no segundo tempo, a queda de rendimento aconteceu somente após as substituições: Gerson no De la Cruz, Victor Hugo no Bruno Henrique e, por último, Igor Jesus no Allan.

Não dá para desconsiderar que Tite levou a campo como titulares dois daqueles que são suas primeiras substituições quando escala força máxima: Allan e Bruno Henrique. Ou seja, o treinador “perdeu” peças de reposição imediatas e precisou improvisar com o que tinha no banco. Além disso, a saída de Cebolinha no início de jogo fez o Flamengo gastar uma das paradas, ou seja, precisou administrar no fim da partida.

Por Letícia Marques, ge — Rio de Janeiro

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