Flamengo domina boa parte do clássico, mas não tem poder de fogo para superar rival

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A sequência de jogos grandes tem cobrado um preço alto do Flamengo bem antes de a temporada chegar à sua metade. Faltaram perna e cérebro para o time transformar o domínio em resultado no empate por 0 a 0 contra o Botafogo, no domingo, no Maracanã. Com desfalques importantes, o Fla não teve poder de fogo e se afastou da liderança do Campeonato Brasileiro.

O Flamengo começou o jogo bem e, como de costume, foi soberano nos primeiros 20 minutos. Pressionou o Botafogo no seu campo de defesa, não deixou o rival sair jogando e ficou com a bola, chegando a 70% de posse. Mas faltou um jogador para concretizar o domínio rubro-negro em gol.

Gerson, suspenso, e Arrascaeta, poupado, fizeram falta. São jogadores que retêm a bola e abrem o campo. O Flamengo não teve cabeça pensante e foi penalizado por isso. Luiz Araújo, na direita, foi o responsável por ser o jogador mais criativo, mas faltou mobilidade ao atacante.

A melhor chance do Fla no jogo saiu de um erro do Botafogo. Jair fez lambança na saída de bola, pressionado por Bruno Henrique e Pedro, e deu o passe nos pés de Luiz Araújo, que finalizou para boa defesa de John. Fora este chute, o Rubro-Negro teve outras duas finalizações que passaram perto da trave alvinegra, com o próprio camisa 7 e com Alex Sandro. Evertton Araújo também teve uma chance na frente de John após cobrança de escanteio, mas não complicou a vida do goleiro.

O volante foi o escolhido para substituir Gerson. Fez bem a proteção à área do Flamengo, mas não é um jogador que ajuda na saída, como faz Pulgar, que continuou fora por causa de uma lesão na coxa direita. Isso sobrecarregou De la Cruz, que abraçou a missão de conduzir o meio-campo e acabou saindo machucado no segundo tempo – sofreu uma entorse no joelho esquerdo.

O Rubro-Negro jogou na sua característica nos primeiros 45 minutos, ajustado na pressão à saída adversária e na recuperação da bola no campo de ataque. Mas novamente cometeu erros em demasia no terço final.

Os jogadores de frente – Cebolinha, Pedro e Bruno Henrique – abusaram das decisões erradas. Ofensivamente, Wesley também esteve abaixo. Perdeu passes simples e desperdiçou cruzamentos. Com o Botafogo protegendo bem sua área, o Flamengo ficou impaciente e passou a querer decidir de qualquer jeito. Seis das oito finalizações rubro-negras no primeiro tempo foram bloqueadas pelos atletas rivais. Bateu na parede e não encontrou caminhos para incomodar.

Por Emanuelle Ribeiro, ge — Rio de Janeiro

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