Fragilidade do Santos na bola aérea impede noite perfeita na estreia de Neymar

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Era um dia de festa na Vila Belmiro. O retorno do maior ídolo após a era-Pelé em um jogo contra o adversário com a pior campanha do Campeonato Paulista. A atmosfera ajudou e, por alguns momentos, a Vila voltou a ser o alçapão. Faltou o Santos fazer a sua parte.

Só que mais uma vez o Peixe tropeçou em seus próprios erros. A fragilidade defensiva é uma ferida exposta e que parece demorar a se fechar. Principalmente quando falamos em bolas aéreas. Novamente, o Santos sofreu um gol pelo alto.

O Peixe tem perdido pontos que poderiam deixar o time tranquilo no Paulistão.

O empate com o Botafogo-SP na Vila Belmiro deixou um sabor agridoce na boca do torcedor. A felicidade pelo retorno do ídolo e a impaciência por deixar a vitória escapar. sentimento que piora pelo Santos ter jogado com um a mais durante boa parte do segundo tempo.

A análise do jogo se divide em pré e pós Neymar em campo.

O primeiro tempo foi de um Santos por certo tempo desatento, cometendo erros infantis e possibilitando que o Botafogo-SP pudesse ter as suas chances. Em uma delas, Gabriel Brazão fez duas defesas em sequência e salvou o Peixe, como tem sido em quase todo jogo de 2025.

Após os 20 primeiros minutos, o Peixe teve o domínio, mas demorou para engrenar. A válvula de escape era, como sempre, Guilherme. O artilheiro tentou ao menos três vezes, mas sem sucesso.

Na quarta oportunidade gerou o lance do pênalti, bem convertido por Tiquinho Soares. O gol trouxe a sensação de que o resto da noite seria tranquilo. Tomás Rincón quase ampliou poucos minutos depois. Mas, o segundo tempo reservava boas e más surpresas.

A entrada de Neymar, no intervalo, fez a Vila Belmiro voltar a ser um alçapão. A torcida empolgada, todo mundo em pé, esperando algum lance do craque, vibrando com praticamente qualquer tentativa do ídolo. Até passes errados eram aplaudidos.

E ninguém pode dizer que Neymar não tentou. Suas jogadas geraram faltas, cartão amarelo para adversário e o camisa 10 ficou no quase após fintar dois adversários e bater com força. O goleiro João Carlos estragou a alegria do torcedor santista.

Porém, talvez no momento mais feliz para o torcedor, veio o baque. Quando o Santos mais pressionava, o gol de Alexandre Jesus foi um balde de água fria. Desta vez, foi Luisão quem errou ao mal sair do chão para disputar a bola na cobrança de escanteio.

Quatro minutos depois do empate, Wallison foi expulso e o Botafogo-SP se fechou, para complicar mais ainda a vida de Neymar e do Santos. Os jogadores a todo momento procuravam o craque, como se em um lance ele fosse tirar um coelho da cartola e dar a vitória ao Peixe.

Guilherme e Neymar bem que tentaram. O camisa 11 parou na trave, já o camisa 10 na imensidão de adversários que se colocaram no caminho para evitar o gol do ídolo no retorno ao Santos.

O apito final teve um quê de melancolia. Em um dia normal, ouviríamos vaias. Mas, o fim da partida foi seguido por aplausos. Neymar tem esse poder. De trazer a torcida a favor do Santos. Agora falta o time também se ajudar e parar de repetir velhos erros.

 

Por Bruno Gutierrez, ge — Santos, SP

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