Indígenas bloqueiam BR-101 em Alagoas contra Marco Temporal
De acordo com o cacique da comunidade Wassu Cocal, em Joaquim Gomes, o movimento também reivindica que o julgamento seja realizado de forma presencial
Indígenas realizam, nesta quarta-feira (12), mobilizações em trechos de rodovias de Alagoas contra o Marco Temporal e em defesa do julgamento presencial da ação que discute a tese no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o cacique Neguinho, da comunidade Wassu Cocal, em Joaquim Gomes, Zona da Mata de Alagoas, o movimento também reivindica que o julgamento seja realizado de forma presencial. A mobilização ocorre durante o período de julgamento, iniciado no dia 7 deste mês e previsto para seguir até 18 de agosto.
Os protestos foram organizados em três locais do estado: na comunidade Wassu Cocal, em Joaquim Gomes; na Kariri Xocó em Porto Real do Colégio; e em Maria Bode, em Água Branca, no Alto Sertão de Alagoas.
Participam da mobilização povos como Katokinn, Karuazu e Jiripankó, de Pariconha; Koiupanká, de Inhapi; Kalankó, de Água Branca; e Kraunã, de Olho d’Água do Casado. Em Joaquim Gomes, a mobilização ocorre na comunidade Wassu Cocal em parceria com os povos Xukuru-Kariri de Palmeira dos índios.
Na comunidade Wassu Cocal, a mobilização começou pela manhã. No Sertão, o ato teve início mais cedo, às 6h. Os demais pontos estavam previstos para iniciar a partir das 8h.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a BR-101, em Joaquim Gomes, está interditada nesta quarta-feira (12), sem previsão de liberação.
Os manifestantes são contrários à tese do Marco Temporal, que estabelece como referência para o reconhecimento de terras indígenas a ocupação ou disputa pela área em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal.
Por Tribuna Hoje
