Indígenas fazem enterro simbólico de Bolsonaro em Brasília
Grupo está na capital federal para acompanhar projeto que muda demarcação de terras. Manifestação, na tarde desta sexta-feira (25), também foi para chamar atenção para mais de 500 mil mortes por Covid-19 no país.
Por G1 DF
Em um protesto contra o Projeto de Lei 490 que modifica a demarcação das terras indígenas (saiba mais abaixo), e também para chamar a atenção pelas mais de 500 mil mortes por Covid-19 no país, indígenas fizeram um enterro simbólico do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na tarde desta sexta-feira (25), em Brasília. Com um caixão, eles percorreram a Esplanada dos Ministérios até o gramado em frente ao Congresso Nacional.
No gramado, o grupo tocou musica fúnebre e jogou sacos de lixo sobre o caixão.
O ato é realizado por indígenas que participam do Acampamento Levante da Terra (ALT), instalado desde o início de junho próximo ao Teatro Nacional – a dois quilômetros do Congresso. O protesto, que foi acompanhado pela Polícia Militar do DF, terminou pouco antes das 18h, sem incidentes.
“A manifestação é um ritual espiritual ao som dos cantos indígenas e Maracás, em memória às pessoas assassinadas pela política de morte do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de COVID 19 no Brasil”, disseram os líderes indígenas.
Nesta sexta, indígenas também protestaram em São Paulo, bloqueando a Rodovia dos Bandeirantes, em um ato contra a nomeação de Joaquim Álvaro Pereira Leite para o Ministério do Meio Ambiente, após a saída de Ricardo Salles. O novo chefe da pasta integra uma família tradicional de fazendeiros de café, de São Paulo, que pleiteia um pedaço da Terra Indígena Jaraguá, na Zona Norte da capital paulista.
