Justiça de Alagoas revoga liberdade de Kel Ferreti e decreta nova prisão preventiva

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Influenciador condenado por estupro havia recorrido em liberdade; Justiça acolheu pedido do MP-AL após análise de recursos

 

 

A Justiça de Alagoas determinou a revogação das medidas cautelares que mantinham em liberdade o influenciador digital Kleverton Pinheiro de Oliveira, conhecido como Kel Ferreti, e expediu um mandado de prisão preventiva no âmbito de um processo criminal por estupro que tramita na 4ª Vara Criminal da Capital.

A decisão foi proferida nesta quinta-feira (18) pelo desembargador João Luiz Azevedo Lessa, da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), que acolheu o pedido do Ministério Público do Estado (MP-AL) e revogou as medidas alternativas à prisão, incluindo o monitoramento eletrônico a que o acusado estava sujeito desde agosto.

Kel Ferreti havia cumprido sete meses de prisão preventiva antes de ser colocado em liberdade para responder ao processo mediante cautelares. Com a revogação, ele deve se apresentar à Justiça até sexta-feira (19), conforme o dispositivo judicial.

O caso remonta a 16 de junho de 2024, quando uma mulher registrou denúncia de estupro ocorrida em uma pousada no bairro Cruz das Almas, em Maceió. Na sentença de **abril de 2025, o influenciador foi condenado a 10 anos de reclusão e ao pagamento de R$ 50 mil por danos psicológicos à vítima. Ele negou as acusações.

Segundo a denúncia do MP-AL, a vítima teria conhecido o acusado por meio de um grupo de mensagens sobre jogos de azar on-line que ele administrava, e o encontro em uma pousada foi marcado após contato por mensagens privadas. A Justiça considerou, na condenação original, que as provas (incluindo laudos e imagens) comprovam a materialidade do crime e lesões consistentes com o relato da vítima.

Além do processo por estupro, o Ministério Público denunciou Kel Ferreti por liderança de uma organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar on-line, fraudes estruturadas, lavagem de dinheiro e manipulação de rifas, com pedido de pena que pode ultrapassar 77 anos.

Em nota, a defesa técnica de Ferreti alegou que a decisão judicial é “manifestamente ilegal, processualmente nula e atentatória às garantias do devido processo legal”, afirmando que não houve descumprimento intencional das medidas cautelares e que recorrerá às instâncias superiores.

 

Por Thayanne Magalhães

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