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Em média, uma Lua Azul acontece a cada dois ou três anos

 

 

Os alagoanos estarão com os olhos voltados para o céu neste final de semana, quando acontecerá a Lua Azul, nome dado ao fenômeno em que ocorre a segunda Lua cheia dentro do mesmo mês. A cena representa um verdadeiro deleite para os apaixonados por astronomia. A primeira Lua cheia foi registrada no último dia 1º de maio. Em média, uma Lua Azul acontece a cada dois ou três anos.

O coordenador do Observatório Astronômico Genival Leite Lima (OAGLL), Adriano Aubert, afirmou que o melhor lugar para ver a Luz Azul será na orla.

Como dia 31 de maio é domingo, o Observatório estará fechado, não funciona aos domingos. No sábado, 30, caso as condições atmosféricas permitam, haverá observações públicas, das 19h às 21h.

O OAGLL é vinculado à Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc) e está localizado no Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (Cepa), em Maceió.

“Apesar do nome, a Lua não muda de cor”, explicou Adriano Aubert. Ela continua com aparência branca ou levemente amarelada. Outro detalhe que promete chamar atenção será a proximidade aparente entre a Lua Azul e Antares, estrela mais brilhante da constelação de Escorpião. Conhecida por sua coloração avermelhada intensa, Antares deve criar um contraste visual marcante ao lado do brilho prateado da Lua.

O melhor momento para observação começa no nascer da Lua, ao entardecer do dia 30 de maio, seguindo durante toda a madrugada do dia 31. O auge da observação ocorre próximo ao horário de pico da iluminação lunar, por volta de 05h45 no horário de Brasília. No Hemisfério Sul, a Lua Azul aparece mais ao norte do céu. Já no Hemisfério Norte, surge mais ao sul ou sudeste. O espetáculo poderá ser visto a olho nu, sem equipamentos, desde que o céu esteja limpo.

O fenômeno Lua Azul poderá ser visto de qualquer lugar do Brasil. A cena só voltará a acontecer em 2028.

A Lua cheia deste 31 de maio também será a mais distante da Terra neste ano. Isso ocorre porque a órbita da Lua tem um ponto em que ela fica mais longe do planeta, chamado de apogeu.

O satélite natural estará a mais de 406 mil quilômetros da Terra. A Lua Azul será também a menor Lua cheia deste ano. Visualmente, ela parecerá cerca de 12% menor e 25% menos brilhante do que uma superlua. Apesar disso, a diferença dificilmente será percebida a olho nu.

Quando a Lua cheia acontece nesse ponto, ela pode parecer um pouco menor no céu. Por isso, esse tipo de fenômeno também é chamado de microlua. Neste caso específico, o evento também é descrito como uma “microlua azul”, combinação rara entre Lua Azul e microlua. A diferença de tamanho, no entanto, é pequena e quase não é percebida a olho nu.

A Luz Azul não é uma ocorrência frequente. A próxima deve acontecer apenas no dia 31 de dezembro de 2028.

O momento de maior brilho será às 05h45 da manhã no horário de Brasília (08h45 UTC). Nessa hora, a Lua estará na região do céu conhecida como constelação de Escorpião, próxima da estrela Antares, uma das mais brilhantes dessa parte do céu e conhecida por seu tom avermelhado.

O termo “Lua Azul” é usado quando ocorre a segunda Lua cheia dentro de um mesmo mês do calendário. Isso acontece porque o ciclo da lua dura cerca de 29 dias e meio, o que às vezes permite duas luas cheias no mesmo mês. Esse tipo de definição passou a ser consolidado no uso moderno a partir da década de 1940.

É recomendado procurar locais com horizonte aberto e pouca poluição luminosa para acompanhar o fenômeno. Os momentos de nascer e pôr da Lua também favorecem registros fotográficos por causa do chamado efeito de “ilusão lunar”, que faz o satélite parecer maior próximo ao horizonte.

Para fotografar com celular, a orientação é ajustar manualmente a exposição da câmera, evitando que o brilho excessivo da Lua elimine os detalhes da imagem.

 

Por Valdete Calheiros / Tribuna Independente

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