O que a estreia do Santos no Paulistão mostrou de positivo e negativo para Vojvoda

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O técnico Juan Pablo Vojvoda já conseguiu algumas respostas sobre o elenco do Santos na partida de estreia no Campeonato Paulista. O Peixe venceu o Novorizontino, de virada, por 2 a 1, mas há sinais evidentes de soluções e problemas para o treinador.

Claro que é preciso calma para analisar o Peixe. Além de ser a primeira partida do ano, com um período curto de treinos, os desfalques fazem a diferença. O lateral-esquerdo Souza está sendo negociado com o Tottenham, da Inglaterra. O meia-atacante Neymar se recupera de uma atroscopia no joelho esquerdo, e o atacante Álvaro Barreal ainda não está com a situação regularizada.

Além deles, o Santos ainda perdeu Victor Hugo, que está próximo do Atlético-MG, Zé Rafael, com conjuntivite, Tiquinho Soares, lesionado, e Gabriel Bontempo, que participou de poucos treinos por causa de uma cirurgia no nariz.

Contudo, a ausência desses jogadores evidencia o primeiro problema: a qualidade do elenco. Em meio a tantas ausências, Vojvoda precisou apostar em jogadores que não possuem tanto espaço. Um deles foi Gustavo Caballero. E o atacante paraguaio decepcionou.

O jogador perdeu dois gols sem goleiro, foi alvo de muitas vaias e, em determinados momentos do jogo, parecia estar alheio ao que acontecia na partida. Ficou de costas para a bola em uma jogada. Em outra, recuou para o meio de campo enquanto o time estava na linha de fundo do ataque.

A impressão é de ter visto algo semelhante ao que ocorreu com o atacante Lucas Braga no ano passado, após retornar ao clube. No caso dele, a participação no clássico contra o Palmeiras selou a saída do Peixe.

Depois da partida, o técnico Juan Pablo Vojvoda comentou a respeito de Thaciano e a resiliência para enfrentar as críticas da torcida para superar o mau momento e embalar uma sequência positiva. É preciso ver, agora, como o jovem paraguaio irá reagir.

Santos x Novorizontino — Foto: Mauricio De Souza/AGIF

Santos x Novorizontino — Foto: Mauricio De Souza/AGIF

Outro ponto que deve causar reflexão a Vojvoda é a defesa. O treinador manteve a dupla que havia demonstrado entrosamento no ano passado, mas Adonis Frías destoou contra o Novorizontino.

No gol do adversário, inclusive, o defensor argentino teve responsabilidade direta ao tentar adiantar a marcação, o que gerou um buraco no lado direito da defesa santista. Essa movimentação fez com que o Igor Vinícius precisasse também deixar sua posição e deu espaço para o time do interior paulista balançar a rede.

Pelo lado positivo, a principal resposta é Gabriel Barbosa. Gabigol retornou e fez aquilo que se esperava dele. Marcou o primeiro gol do Peixe e parece que, finalmente, irá resolver um problema que existe desde a saída de Marcos Leonardo.

Se a bola chegar, o camisa 9 tem tudo para voltar a ter uma temporada artilheira e apagar as más temporadas recentes. Também chamou a responsabilidade para orientar companheiros e incentivar os jogadores. Demonstrou um papel de liderança em campo, como se já fizesse parte do elenco há mais tempo.

Igor Vinícius também deu sequência à boa fase, iniciada na reta final do ano passado. Depois de um primeiro tempo mais tímido, o lateral se soltou na segunda etapa. Talvez pela entrada de um jogador mais agudo, como Robinho Jr., para ele poder trabalhar jogadas. Com o retorno de Barreal, a tendência é que ele siga evoluindo.

O terceiro e último ponto são os Meninos da Vila. Em um elenco curto de opções, Vojvoda pediu a integração de jovens que estão disputando a Copa São Paulo de Futebol Júnior. E, dentro das limitações de cada um, eles conseguiram corresponder.

Santos x Novorizontino, Paulistão — Foto: Mauricio de Souza/Agif

Santos x Novorizontino, Paulistão — Foto: Mauricio de Souza/Agif

 

Mateus Xavier foi melhor do que Caballero. Fez boas trocas de passes com Gabigol e teve até chance para marcar gol, mas acabou parando em Jordi. Já Gustavo Henrique teve a responsabilidade de substituir João Schmidt. Participou menos, mas conseguiu cumprir a tarefa.

Dentro da Vila Belmiro, com o apoio da torcida, é mais fácil para lançar os garotos. A torcida sempre irá abraçar um Menino da Vila. Com pouco tempo de treinos e com uma maratona de jogos à vista, o Santos precisará de elenco e os garotos podem surgir nesse momento para suprir essa carência.

O próximo jogo do Peixe já é o clássico com o Palmeiras, na quarta-feira, às 19h30, fora de casa.

 

Por Bruno Gutierrez — Santos, SP

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