Palmeiras mostra força emocional para embalar até a liderança do Brasileirão
Verdão não faz jogo brilhante, mas consegue importante vitória contra o Santos
O clássico contra o Santos pode não ter sido um jogo brilhante tecnicamente do Palmeiras, mas foi mais uma demonstração de força que explica como o time de Abel Ferreira, que foi dirigido por João Martins neste domingo, virou protagonista no futebol brasileiro.
A vitória por 1 a 0 na Vila Belmiro fez o Verdão dormir na liderança do Campeonato Brasileiro após oito rodadas. Depois de um início ruim, a equipe palmeirense fez valer sua força emocional e sua experiência de grandes resultados recentes para embalar na competição nacional.
Muito dessa bagagem construída pelo clube nos últimos anos foi importante para vencer mais um clássico na temporada – agora são seis vitórias e uma derrota em sete jogos contra os rivais em 2022. Contra o Santos, o Verdão foi pressionado, apresentou erros, teve dificuldades e não se abateu com um raro erro de Veiga. Superou problemas e voltou da Vila Belmiro com três pontos importantes.
Como foi o jogo
A primeira etapa do clássico apresentou um Palmeiras com espaço para criar, mas com um ritmo abaixo do padrão e pouca efetividade. Na defesa, uma rara desatenção quase complicou a vida do time alviverde.
Por mais de uma vez, o Santos teve oportunidade para finalizar, quase sempre depois de avanços pelos lados. No gol de Marcos Leonardo anulado pelo VAR, os palmeirenses tiveram algumas oportunidades para afastar a bola da grande área e não fizeram. O árbitro de vídeo viu falta em Zé Rafael e anulou a jogada.
Quase sem jogo pelo lado esquerdo, o Palmeiras tentou dar mais liberdade a Gustavo Scarpa na criação. Escalado como atacante de lado, ele foi mais importante para compor a marcação e reforçar o lado de Jorge, mas também teve espaço para, na posse de bola ofensiva, procurar brechas por outros setores.
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Gustavo Scarpa, do Palmeiras, no clássico contra o Santos — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras
A pouca produção foi identificada pela comissão técnica no intervalo. Em entrevista coletiva, João Martins afirmou que o Verdão teve “a posse pela posse” e reconheceu a baixa efetividade nas ações ofensivas. Foi justamente isso que sobrou no segundo tempo.
Mesmo com o Santos procurando mais o ataque, em dia de boas atuações de Marcelo Lomba, Marcos Rocha, Murilo e Gustavo Gómez, o Palmeiras virou protagonista do confronto, com ajuda de dois defensores.
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Comemoração do gol de Gustavo Gómez, do Palmeiras, contra o Santos — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras
Na primeira oportunidade, Marcos Rocha sofreu pênalti que acabou desperdiçado por Raphael Veiga. Depois, Gustavo Gómez marcou de cabeça após cobrança de escanteio de Gustavo Scarpa e definiu a vitória.
O triunfo em mais um clássico só fortaleceu o desempenho do Verdão em “jogos grandes”. Como disse João Martins, uma partida de futebol não é vencida apenas com técnica. E vontade, espírito de decisão e aplicação tática têm sobrado nesta versão portuguesa no time palmeirense.
A campanha no Brasileirão, que antes exigia recuperação por causa do início ruim, já virou de manutenção. Na liderança, o Palmeiras ganhou mais força para enfrentar sua sequência de confrontos diretos. No próximo domingo, será contra o Atlético-MG, no Allianz Parque.
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Marcelo Lomba, do Palmeiras, contra o Santos — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras
Por Redação do ge — São Paulo
