Polícia faz operação contra grupo que aplicava golpes para desviar salário de jogadores da Série A
Gabigol e Kannemann estão entre as vítimas; mandados são cumpridos em cidades do Paraná, de Rondônia, do Mato Grosso e do Amazonas
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) faz, nesta terça-feira, uma operação contra uma organização criminosa investigada por falsificar documentos de jogadores de futebol para aplicar golpe financeiro. A TV Globo apurou que entre as vítimas do grupo estão Gabriel Barbosa, o Gabigol, do Cruzeiro, e o argentino Walter Kannemann, do Grêmio.
A polícia informou que as próprias instituições fizeram denúncias ao perceberem as falsificações. Segundo a investigação, os suspeitos tiveram acesso a valores das vítimas e teriam faturado R$ 1,2 milhões.
Uma fonte da operação informou à TV Globo que, com a fraude, os criminosos conseguiram desviar R$ 938 mil apenas de salários do jogador Gabigol.
Dois mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Curitiba e em Almirante Tamandaré, cidade da região metropolitana da capital paranaense.
Uma ação está sendo deflagrada também pela Polícia Civil de Rondônia nesta terça-feira. A investigação aponta que o mesmo grupo atuaria na região. São cumpridos outros mandados em Porto Velho (RO), Cuiabá (MT) e Lábrea (AM).
A operação, batizada de “Falso 9”, tem o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Os atletas, vítimas do grupo criminoso, ainda não se manifestaram.
O esquema
Ainda conforme a PCPR, o grupo teria falsificado documentos para abrir contas bancárias em nome dos dois jogadores, Gabigol e Kannemann. Depois, os criminosos faziam pedido de portabilidade dos salários, que passavam a cair nas contas abertas e controladas pelos golpistas.
A polícia apontou que, assim que os recursos eram transferidos para as contas, os golpistas rapidamente executavam diversas transações, além de saques e compras, para pulverizar os o dinheiro e dificultar a recuperação.
Segundo a investigação, os golpistas movimentaram mais de R$ 1 milhão em nome de terceiros e que parte significativa dos valores beneficiou pessoas localizadas em Porto Velho e Cuiabá. Até o momento, a polícia conseguiu recuperar R$ 135 mil.
Segundo a polícia, as ordens de prisão são por crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
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Operação da Polícia Civil contra grupo que falsificava documentos de jogadores — Foto: PCPR
Por Redação do ge, com g1 e TV Globo — Curitiba
