Massagista do Náutico comemora absolvição dois anos após prisão injusta: “Alívio”

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Paulo Mariano ficou 23 dias preso em 2021, acusado de um assalto a ônibus no Recife, e agora recebeu confirmação na Justiça de absolvição

Mais de dois anos depois de ter sido preso injustamente em 2021, quando passou 23 dias no cárcere, o massagista do Náutico Paulo Mariano, conhecido como Paulinho, recebeu a confirmação na Justiça de sua inocência no fim de agosto. Ao ge, ele comentou o “alívio” que vem com esse novo passo de uma luta que começou há mais de dois anos.

– Esquecer a gente não vai esquecer o que passou, mas é um alívio para nós. Saber que esse processo terminou, esse pesadelo acabou em nossas vidas, e a gente pode fazer outras coisas. Agora é só agradecer a Deus, viver e seguir novos caminhos – disse o massagista, ao lado da esposa e três filhos.

 

 

“No meu aniversário de 2021 eu passei lá (na prisão). Não podia ver os filhos que… Minha vida é eles. Estar com eles, dormir com eles. E isso tudo foi tirado.”

Em fevereiro de 2021, ele foi preso no Centro de Treinamento do Náutico, quando se preparava para mais um dia de trabalho. A acusação era de ter cometido um assalto a um ônibus em 2018. Na época, profissionais e jogadores não só do Timbu, mas de outros clubes pernambucanos, se manifestaram defendendo Paulinho, que trabalha no futebol desde os 17 anos.

A pressão acabou ajudando. Após 23 dias, Paulinho saiu da prisão com um habeas corpus e voltou a trabalhar, tendo um reencontro emocionado com o elenco do Náutico.

– Paulo Mariano é um de muitos. E pra gente, como advogados criminalistas, a liberdade de um inocente não é só uma conquista da profissão. Na verdade é uma conquista realmente humana, pois só quem conhece o cárcere de perto sabe como é – comemora Virgínia Barreto, advogada do massagista.

– Quando qualquer representante do estado comete este tipo de erro ele está passível de responder pelos seus agentes. Então, no caso de Paulinho, caberia, sim, uma ação de reparação por todos os danos e traumas que ele sofreu – acrescenta Virgínia.

Por Redação do ge — Recife

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