Possíveis chegadas e saídas: o mercado do Corinthians durante a Copa do Mundo

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A prioridade do Corinthians na pausa do futebol brasileiro para a Copa do Mundo é manter a base do elenco.

Impedido de contratar por causa de transfer ban e com a possibilidade de perder peças importantes na próxima janela, a diretoria trabalha para preservar o grupo e garantir um time competitivo para Fernando Diniz na sequência da temporada.

Apesar do esforço para manter o elenco, algumas saídas podem acontecer. Yuri Alberto já manifestou o desejo de atuar no exterior a partir do segundo semestre, enquanto os volantes André e Breno Bidon seguem valorizados no mercado e podem receber propostas.

Recentemente, Fernando Diniz afirmou que a ideia é realizar apenas contratações pontuais, compatíveis com a realidade financeira do clube.

Ao mesmo tempo em que tenta evitar perdas, o Corinthians precisa equilibrar suas contas.

Com déficit de R$ 131,1 milhões registrado no primeiro trimestre do ano, a diretoria estima a necessidade de arrecadar cerca de 25 milhões de euros líquidos (R$ 144,1 milhões na cotação atual) na janela de transferências do meio do ano.

A próxima janela será aberta dois dias após a final da Copa do Mundo.

No orçamento aprovado para 2026, o clube projeta arrecadar R$ 151 milhões com negociações de atletas e receitas provenientes do mecanismo de solidariedade da Fifa. O ge preparou um resumo do que pode acontecer com o time de Diniz nos meses de junho e julho.

Possíveis saídas

 

Apesar de Fernando Diniz afirmar que Yuri Alberto estava arrependido das declarações sobre uma possível saída e poderia retornar ao Corinthians depois das férias, o atacante segue decidido a buscar novos desafios e atuar no futebol europeu a partir do segundo semestre.

A diretoria corintiana, por sua vez, só admite negociar o camisa 9 mediante uma proposta superior a 20 milhões de euros (cerca de R$ 117,7 milhões na cotação atual) por 50% dos direitos econômicos.

Os volantes Breno Bidon e André Carrillo ainda não receberam ofertas oficiais, mas seguem monitorados por clubes europeus.

Gol de Breno Bidon em Corinthians x São Paulo — Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Gol de Breno Bidon em Corinthians x São Paulo — Foto: Marcello Zambrana/AGIF

No fim de fevereiro, André chegou a receber uma proposta do Milan, da Itália, mas a negociação não avançou e o volante permaneceu no clube.

Outros jogadores do elenco também despertam interesse do mercado.

O goleiro Hugo Souza, que também tem o objetivo de atuar no futebol europeu, além dos laterais Matheuzinho e Matheus Bidu, são nomes valorizados internamente e podem receber propostas na próxima janela de transferências.

Possíveis chegadas e prioridades

 

Com o transfer ban ainda ativo em razão de uma dívida com o Philadelphia Union, dos Estados Unidos, pela contratação do volante José Martínez, em 2024, o Corinthians segue impedido de registrar novos jogadores. O débito gira em torno de US$ 1,5 milhão (R$ 7,54 milhões na cotação atual).

Nesse cenário, o clube ainda não tem negociações avançadas nem um alvo definido no mercado. Mesmo assim, a diretoria monitora oportunidades que se encaixem na realidade financeira da instituição para agir caso consiga regularizar a situação.

Executivo de futebol Marcelo Paz e presidente Osmar Stabile antes de Corinthians x Barra na Neo Química Arena — Foto: Marcos Ribolli

Executivo de futebol Marcelo Paz e presidente Osmar Stabile antes de Corinthians x Barra na Neo Química Arena — Foto: Marcos Ribolli

Internamente, o entendimento é de que o setor ofensivo representa a principal carência do elenco.

O Corinthians busca uma opção de velocidade para atuar pelos lados do campo, função que atualmente tem Kaio César como principal característica, e também avalia a necessidade de reforçar a posição de centroavante.

A preocupação se justifica pela possível saída de Yuri Alberto e pela falta de espaço de Pedro Raul e Gui Negão com Diniz. Ambos tiveram poucas oportunidades desde a chegada do treinador e não são vistos, neste momento, como alternativas consolidadas para assumir a referência do ataque.

 

Por Redação do ge — São Paulo

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