Quebra de tabu aumenta confiança do São Paulo em busca de título inédito contra outro rival

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O São Paulo vivia uma seca de títulos e deixou ela para trás em 2021, conquistando o Campeonato Paulista. Nunca tinha vencido uma Copa do Brasil e venceu, em 2023. Na última terça-feira, o Tricolor se livrou do último rótulo negativo que carregava no passado recente: venceu pela primeira vez o Corinthians na Neo Química Arena depois de quase 10 anos, desde a inauguração do estádio.

Com gols de Calleri e Luiz Gustavo, o São Paulo venceu o Corinthians por 2 a 1 na quarta rodada do Campeonato Paulista e deixou para trás um peso, que, sem dúvidas, incomodava a todos – de jogadores, passando por dirigentes, até os torcedores.

Já eram quase 10 anos sem uma vitória sobre o rival em seu estádio.

O fim do tabu veio, inclusive, em boa hora. No próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Mineirão, o São Paulo terá a chance de mais um feito inédito. Campeão da Copa do Brasil do ano passado, o Tricolor vai enfrentar o rival Palmeiras, que foi campeão brasileiro, valendo o título da Supercopa do Brasil.

A Supercopa já havia sido disputada em 1990 e 1991, mas voltou ao cenário do futebol brasileiro em 2020. Desde então, o Palmeiras e o Atlético-MG venceram uma vez, enquanto o Flamengo venceu duas. O São Paulo ainda não teve a chance de participar.

No atual cenário, uma vitória que encerrou um longo tabu faz o Tricolor chegar muito mais confiante para o clássico de domingo e, quem sabe, conquistar outro título inédito.

Sob o comando de um novo treinador, o São Paulo iniciou a temporada sob desconfiança. Thiago Carpini, ainda jovem, conseguiria manter um padrão atingido por Dorival Júnior, agora na seleção brasileira? Conseguiria dar conta de um elenco tão mais forte do que os que comandou anteriormente e obteve sucesso, no Água Santa e no Juventude?

Por enquanto, todas as respostas são “sim”. E o fim do tabu, às vésperas da final de domingo, coroam o bom momento tricolor. O São Paulo tem quatro jogos na atual temporada: três vitórias e só um empate. Liderança do grupo C do Campeonato Paulista, com 10 pontos.

Mesmo com alguns percalços por questões físicas, o São Paulo passou ileso pelos primeiros testes até a primeira final sob o comando de Carpini. O lateral-direito Rafinha e o atacante Lucas só puderam jogar 45 minutos contra o Corinthians – Alisson, com cartão amarelo, também foi substituído no intervalo.

Depois de três alterações, o Tricolor oscilou no clássico, mas, mais uma vez, mostrou que tem um elenco com opções que podem mudar pouco o nível técnico em campo. Muda, é claro, o entrosamento entre os jogadores.

Para isso, o único remédio é o tempo, que Carpini ainda não teve.

Confiante e com cada vez mais opções para estar perto de seu ápice técnico, o São Paulo terá quatro dias para recuperar jogadores fisicamente. A confiança, sem dúvidas, não é uma preocupação para o Tricolor neste momento.

Por Bruno Giufrida, ge — São Paulo

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