Quem ri por último, ri melhor? Jogadores comentam se Neymar motivou o Atlético-MG

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Neymar não entrou em campo, mas não foi esquecido no duelo entre Atlético-MG e Santos. Depois das provocações feitas pelo camisa 10 no jogo de ida, o atacante voltou a ser assunto na Arena MRV, onde o Galo se classificou às semifinais da Sul-Americana. Alguns jogadores comentaram se as falas do meia serviram como motivação para a equipe mineira.

Após a classificação para a semifinal da Conmebol Sul-Americana, os atletas do Atlético voltaram a repercutir as provocações de Neymar.

O primeiro a comentar foi um dos autores dos gols da noite, Bernard. O meia é atleticano assumido e, por isso, segundo ele, as provocações incomodaram mais:

— Eu não sou muito de levar para esse lado, porque eu respeito tudo da instituição, respeito todos os meus colegas de trabalho, seja aqui ou seja em outro lugar. Eu entendo as pressões, tudo aquilo que a gente passa, tudo aquilo que a gente vive no dia a dia. Cada jogo tem que se provar e, sem dúvida nenhuma, a gente fica incomodado, porque eu sou um torcedor do Atlético, eu amo a instituição, é a instituição que coloca comida na minha mesa. Então, se eu não defender a minha instituição, quem vai fazer isso por mim?

“Estou muito feliz que a gente conseguiu fazer isso. Não é dar resposta a ninguém, a gente precisava dar a resposta para nós mesmos, que a gente era capaz, e, graças a Deus, a gente fez isso.” – completou.

Reinier foi o autor de outros dois gols na classificação alvinegra. O atacante reafirmou que o elenco sabia das provocações. Entretanto, para ele, isso não foi o maior fator motivacional.

– A gente sabia das provocações, mas é normal. A gente não levou isso muito para a frente porque o que a gente queria hoje foi o pessoal dentro de campo. A gente teve a oportunidade de escutar a palavra e Deus nos abençoou com um grande jogo, com uma grande classificação.

Gustavo Scarpa também não sentiu que as falas de Neymar serviram como motivação extra para o grupo, mas celebrou que o Atlético chegou a outra semifinal neste ano

O meia ainda ressaltou que algumas pessoas que criticam as atitudes do camisa 10 do Santos são as mesmas que reclamam que o futebol está “chato” atualmente.

— Ah, eu, pelo menos, não senti isso como uma motivação extra. Claro que, quando acaba o jogo, tem esse a mais, assim, de provocação da nossa parte, mas a gente é profissional. Eu acho que, como ele disse, essas provocações, às vezes, fazem parte do futebol. As mesmas pessoas que falam que o futebol está chato, quando alguém provoca, vão julgar o cara. Eu acho válido. Ele se colocou em risco. Bom para a gente, que bom que deu certo para nós.

Cuello foi outro jogador a ser questionado. Para o atacante, esse tipo de provocação faz parte do futebol.

— Acho que ele provocou. Normal, né? Normal. A torcida ficou falando com ele. Depois ele respondendo, claro. Às vezes, é bom ver essas coisas. Faz parte do futebol, está tudo bem. O importante é que o Galo classificou e isso é o que importa.

Outro protagonista da noite foi o goleiro Gabriel Delfim. Ele foi questionado se quem ri por último, ri melhor:

“Isso aí a gente deixa dentro de campo, acho que a melhor resposta foi o que a gente fez dentro de campo com a classificação, então tá tudo certo.”

 

Por Redação do ge — Belo Horizonte

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