Arrascaeta, Gustavo Gómez… veja quem pode se naturalizar brasileiro e entenda regras

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A CBF mudou as regras para jogadores estrangeiros e diminuirá o número permitido nas competições gradualmente nos próximos anos. O cenário aponta para menos vagas nos elencos, o que aumenta a importância de atletas com a possibilidade de se naturalizarem.

Kannemann, por exemplo, passou a ter cidadania brasileira neste ano e não conta mais na lista do Grêmio. Essa pode ser uma saída para jogadores há quatro anos ou mais no Brasil. O tempo de residência é uma das exigências da legislação para o jogador obter também a cidadania brasileira.

O meia Arrascaeta, por exemplo, já começou o processo em 2023. O meia uruguaio mora no país desde 2015, quando acertou com o Cruzeiro.

O que diz a legislação

 

A legislação brasileira exige que uma pessoa more no Brasil há pelo menos quatro anos de maneira contínua, ininterrupta e por tempo indeterminado para entrar com o pedido de naturalização ordinária, como é chamado formalmente o processo. O requerente precisa preencher um formulário da Polícia Federal, que depois repassa para o Ministério de Justiça.

Além da residência de quatro anos no Brasil, é necessário que o requerente seja maior de 18 anos, tenha capacidade de se comunicar em português e não possua condenação penal ou esteja reabilitado nos termos da Lei.

A exigência do período varia a partir de algumas questões. Por exemplo, o prazo reduz para um ano se o naturalizando tiver um filho nascido no Brasil ou for casado (a) com cônjuge brasileira (o). Se a pessoa for originária de países lusófonos, como Portugal ou Angola, o prazo também cai para um ano de residência no país.

E se sair e voltar?

 

O período de quatro anos precisa ser ininterrupto. Se o naturalizando somar um ano fora do Brasil dentro dos quatro anos, não há impedimento para o pedido. No entanto, se o jogador deixou o país e foi atuar fora, por exemplo, e ficou mais de um ano no novo clube, a contagem reinicia a partir do momento do retorno.

  • Para prazo mínimo de residência de 1 ano: ausência máxima somada de 3 meses;
  • Para prazo mínimo de residência de 2 anos: ausência máxima somada de 6 meses;
  • Para prazo mínimo de residência de 4 anos: ausência máxima somada de 1 ano.

 

Quem poderia entrar com processo

 

O zagueiro Kannemann é o exemplo a ser seguido pelos estrangeiros longevos no Brasil. O ex-meia D’Alessandro também foi outro a ter a cidadania brasileira. A lista de atletas atuais do futebol local que poderiam iniciar o processo tem nomes relevantes.

O zagueiro Gustavo Gómez, o lateral-esquerdo Piquerez e o atacante Flaco López, do Palmeiras, o volante Villasanti, do Grêmio, e o atacante Germán Cano, do Fluminense, já têm tempo suficiente nos respectivos clubes para iniciar com o processo.

Nomes que poderiam pedir naturalização ordinária

  • Gustavo Gómez – Palmeiras – desde agosto de 2018 no Brasil
  • Piquerez – Palmeiras – desde julho de 2021 no Brasil
  • Flaco López – Palmeiras – desde junho de 2022 no Brasil
  • Villasanti – Grêmio – desde agosto de 2021 no Brasil
  • Germán Cano – Fluminense – desde janeiro de 2020 no Brasil
  • Soteldo – Fluminense – desde agosto de 2022 no Brasil (atual passagem)
  • Calleri – São Paulo – desde agosto de 2021 no Brasil (atual passagem)
  • Emmanuel Martínez – Vitória – desde agosto de 2022 no Brasil
  • Gabriel Mercado – Internacional – desde julho de 2021 no Brasil
  • Cuello – Atlético-MG – desde setembro de 2020 no Brasil
  • Varela – Flamengo – desde agosto de 2022 no Brasil
  • Pulgar – Flamengo – desde agosto de 2022 no Brasil

Gustavo Gómez pode entrar com processo de nacionalidade brasileira — Foto: Camila Alves

Gustavo Gómez pode entrar com processo de nacionalidade brasileira — Foto: Camila Alves

 

Por Eduardo Moura — Porto Alegre

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