Equipe do SESI Alagoas conquista prêmio de Melhor Apresentação Oral na FEBIC

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Projeto que transforma resíduos de abacaxi em alternativa sustentável ao isopor foi reconhecido na Feira Brasileira de Iniciação Científica, em Joinville (SC)

 

 

Estudantes da Escola SESI Centro, de Maceió, conquistaram o Prêmio de Melhor Apresentação Oral na Feira Brasileira de Iniciação Científica (FEBIC), realizada em Joinville, Santa Catarina, de 14 a 18 últimos. O reconhecimento foi obtido pelo projeto “CASCAXI: Desenvolvimento de um isopor sustentável a partir dos resíduos de Ananas comosus L. Merril como isolante térmico”.

Desenvolvido pelos estudantes Maria Eduarda Ferreira Freire e João Isac Santos Mendonça, o trabalho – orientado pela professora Cristiane Siqueira de Macêdo e coorientado pelo professor Messias de Oliveira Silva – tem como proposta a produção de um isolante térmico sustentável a partir de resíduos de abacaxi, transformando cascas e coroas da fruta em uma alternativa ao isopor convencional.

A ideia inovadora surgiu a partir de dois problemas ambientais: o uso do isopor convencional e o descarte de resíduos do abacaxi. A equipe buscou transformar as fibras presentes nas cascas e coroas da fruta em um material com potencial para substituir o poliestireno expandido (EPS). “Unimos duas problemáticas em uma só solução”, explica Maria Eduarda.

Segundo a estudante, o projeto procura aliar inovação e sustentabilidade para dar uma nova utilidade aos resíduos que seriam descartados. Para desenvolver o material, os estudantes realizaram levantamento bibliográfico e passaram pelas etapas de coleta, higienização, trituração e secagem dos resíduos.

O material, acrescenta Maria Eduarda, foi incorporado a uma formulação com amido de milho, glicerina, vinagre e serragem. “Diferentes formulações foram produzidas e submetidas a testes de resistência, textura e capacidade de isolamento térmico. Além de buscar uma alternativa ao isopor, o projeto trabalha conceitos de sustentabilidade, economia circular e educação ambiental”, afirma.

Além dos muros da escola

Para a professora Cristiane, a importância da pesquisa vai muito além do resultado apresentado em uma feira científica. A iniciação científica permite que o estudante vivencie o método científico e desenvolva o pensamento crítico. Também estimula a busca por informações, a análise de fontes, a formulação de hipóteses e a procura por soluções para problemas reais. “É uma aprendizagem que vai além dos muros da escola”, destaca a professora.

Segundo ela, a experiência contribui ainda para o desenvolvimento da leitura, da escrita, da capacidade de síntese e da autonomia dos estudantes. O processo também envolve habilidades socioemocionais. “Durante a pesquisa, os alunos precisam lidar com resultados diferentes do esperado, refazer etapas, trabalhar em equipe e cumprir responsabilidades e prazos”, destaca. Para Cristiane, essas experiências ajudam a formar estudantes mais autônomos e protagonistas de sua própria aprendizagem.

O CASCAXI foi um dos dois projetos apresentados pelas unidades do SESI Alagoas na feira. A Escola SESI SENAI Benedito Bentes também participou do evento com o projeto BIOBC Spray, voltado ao desenvolvimento de uma tecnologia antimicrobiana natural para a conservação de alimentos.

 

A FEBIC

 

A Feira Brasileira de Iniciação Científica (FEBIC) é organizada pelo Instituto Brasileiro de Iniciação Científica (IBIC) e reúne estudantes de diferentes regiões do país e de outros países, como México, Colômbia e Paraguai, para apresentar projetos desenvolvidos no ambiente escolar. O evento busca aproximar os jovens da pesquisa científica, transformando a curiosidade e a investigação em experiências concretas de aprendizagem.

 

Ascom Fiea

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