Felipe Anderson é aula de percepção e ação do Palmeiras no mercado

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Trazer alguém com potencial de ser titular em um time vencedor e organizado, com o acréscimo de não ter que pagar multa rescisória, é o sonho de basicamente todos os dirigentes do futebol brasileiro. O Palmeiras conseguiu unificar duas coisas tão difíceis em um mercado periférico como o nosso. E a partir da metade do ano terá um jogador que agregará muito valor técnico ao time.

Vendido pelo Santos com apenas 20 anos em 2013, Felipe Anderson evoluiu em diversos aspectos desde então. Deixou de ser o meia talentoso que encontrava dificuldades para ter regularidade em virtude de um comportamento disperso em campo. Se transformou em um atleta de ótimas decisões, concentração, e apuro técnico nas proximidades da área ofensiva.

Aos 31 anos, chegará ao Palmeiras como alguém que pode ser escalado em qualquer uma das três funções da linha de meias mais próxima do atacante central. Atua melhor quando parte dos flancos para o meio, sobretudo com a bola dominada. Possui muito controle e técnica para conduzi-la próxima dos pés, tem habilidade e se vira bem em espaços curtos. Altamente inventivo.

Felipe Anderson, em ação pela Lazio contra o Frosinone, seu 300º jogo no clube — Foto: Silvia Lore/Getty Images

Felipe Anderson, em ação pela Lazio contra o Frosinone, seu 300º jogo no clube — Foto: Silvia Lore/Getty Images

Outro ponto marcante do jogo de Felipe Anderson é a capacidade de finalização de média distância. É destro, mas a precisão com a perna esquerda em passes e assistências chama a atenção. Nas proximidades da área tem muito potencial de desequilíbrio para a realidade do futebol brasileiro. Cruza bem! Não por acaso era pretendido pela Juventus(ITA).

A facilidade de arranjar soluções com a perna esquerda faz com que tenha atuado várias vezes a partir dos dois lados. Não é um jogador que se sinta confortável o tempo inteiro colado à linha lateral. Precisa transitar para o centro ou se colocar no ”meio-espaço”, a lacuna entre o zagueiro e o lateral adversário. Muitas vezes se torna um ”elemento surpresa” nas costas dos volantes rivais.

Não se trata de um jogador de alta intensidade, e por isso não conseguiu ter mais minutos e sucesso regular no futebol inglês. Mas dentro do nível de exigência no Brasil, tem muitos anos de bom futebol pela frente. As três temporadas de contrato oferecidas pelo Verdão estão dentro do razoável.

Um provável time-base do Palmeiras para o segundo semestre com a entrada de Felipe Anderson no time e o retorno de Dudu. Já sem Endrick — Foto: Rodrigo Coutinho

Um provável time-base do Palmeiras para o segundo semestre com a entrada de Felipe Anderson no time e o retorno de Dudu. Já sem Endrick — Foto: Rodrigo Coutinho

Vale frisar que é um titular da Lazio atualmente, equipe que chegou às oitavas de final desta edição da Champions League e foi eliminada pelo poderoso Bayern de Munique depois de vencer o jogo em Roma. É a segunda passagem dele pelo clube italiano. Foi campeão da Supercopa do país na primeira, que ocorreu entre 2013 e 2018.

No intervalo, duas temporadas no West Ham. Foi relativamente bem na primeira e caiu de produção na segunda, sendo emprestado ao Porto na sequência. Se não tiver problemas de readaptação ao futebol brasileiro e rapidamente se integrar ao Palmeiras, será uma grande arma na busca por mais um título nacional e da Libertadores.

Por Rodrigo Coutinho, ge — Rio de Janeiro/RJ

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