Guardiola pede salário dez vezes maior que o de Luis de la Fuente para treinar a Itália, diz jornal

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Pep Guardiola pode estar mais distante de assumir o comando da seleção da Itália. Apontado como o principal candidato para dirigir a Azzurra, o treinador espanhol teria pedido um salário de 20 milhões de euros (cerca de R$ 128 milhões) por temporada, valor que inviabiliza a negociação, segundo o jornal italiano La Gazzetta dello Sport.

De acordo com a publicação, a Federação Italiana de Futebol trabalha com um orçamento de aproximadamente 10 milhões de euros (cerca de R$ 64 milhões) por ano para o cargo de técnico da seleção, metade da quantia exigida por Guardiola.

O treinador, que recentemente deixou o Manchester City, teria se reunido nos últimos dias, em Barcelona, com o diretor técnico Paolo Maldini e com Leonardo para discutir a possibilidade de assumir a equipe nacional. Apesar do interesse italiano, a diferença financeira é vista como um grande obstáculo para que o acordo seja fechado.

Se aceitasse o valor solicitado, Guardiola se tornaria o técnico de seleção mais bem pago do mundo. A comparação chama atenção diante do salário do espanhol Luis de la Fuente, campeão da Eurocopa e da Liga das Nações com a Espanha, que recebe cerca de 2 milhões de euros (R$ 12,8 milhões) por temporada.

Ainda segundo o jornal, Guardiola não tem pressa para voltar a trabalhar e, caso as negociações avançassem, poderia estrear no comando da Itália já na próxima edição da Liga das Nações, prevista para ocorrer entre setembro e novembro deste ano.

Enquanto isso, cresce o pessimismo entre dirigentes italianos. Além do aspecto financeiro, parte da cúpula do futebol local defende que o próximo comandante seja italiano. O presidente do Comitê Olímpico Italiano, Luciano Buonfiglio, afirmou que espera que a escolha recaia sobre um treinador do país.

Diante das dificuldades para contratar Guardiola, a federação também avalia outros nomes para o cargo. Andrea Pirlo aparece como o favorito entre as alternativas, seguido por Roberto Mancini e Antonio Conte, segundo a imprensa italiana.

Por O Globo — Rio de Janeiro

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