Suspeito de ser sócio oculto do FIB Bank não vai à CPI, que decide ouvir motoboy
Por Valdo Cruz/G1
O advogado Marcos Tolentino, suspeito de ser sócio oculto do FIB Bank, não vai mais depor na CPI da Covid nesta quarta-feira (1º). No lugar dele, a CPI vai ouvir o motoboy Ivanildo Gonçalves da Silva.
Tolentino disse à CPI que foi internado em um hospital.
Ele seria ouvido no âmbito das apurações sobre as empresas intermediárias em contratos de vacinas. O FIB Bank emitiu uma carta-fiança, que fazia parte do processo de aquisição da vacina Covaxin. A negociação previa 20 milhões de doses a um valor de R$ 1,6 bilhão, mas foi cancelado por suspeita de irregularidades – nenhuma dose foi entregue.
A comissão tem informações que demonstram inconsistências na capacidade financeira do FIB Bank e na composição do quadro societário da empresa.
Motoboy
Ivanildo foi convocado após um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicar que o motoboy teria sacado cerca de R$ 4,7 milhões a serviço da VTCLog, empresa selecionada pelo Ministério da Saúde para cuidar da armazenagem e distribuição de medicamentos.
O documento indica ainda que, ao todo, a empresa de logística teria movimentado “de forma suspeita” R$ 117 milhões nos últimos dois anos.
