Renan Filho se solidariza com juíza vítima de ataques por defender vacina contra Covid para crianças e adolescentes
O governador de Alagoas, Renan Filho, usou as redes sociais para se solidarizar com a juíza Maria Lúcia de Fátima Barbosa Piruá, que sofreu ataques na internet e foi criticada pela ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), por defender a vacinação contra a Covid-19 em crianças e adolescentes.
Para Renan, a magistrada defendeu a vacinação das crianças e adolescentes, assim como a responsabilidade dos pais quanto a necessidade de vacinar os filhos para os proteger da Covid-19.
O governador repudiou e definiu como “covardes” os ataques recebidos pela juíza por manifestar sua opinião sensata.
A juíza alagoana Fátima Pirauá recebeu ataques na s redes sociais após uma live, promovida pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, sobre a vacinação de crianças contra a Covid-19. A magistrada teria dito, em relação a vacinação, que os pais não eram donos de seus filhos e que as crianças e adolescentes têm o direito e serem vacinadas. Piruá afirmou que “os filhos são sujeitos de direito e que precisam e têm o direito de serem imunizados”
Após a repercussão do vídeo, a ministra Damares Alves, que é contrária a imunização de crianças e adolescentes, criticou a juíza levando as declarações dadas pela magistrada para um contexto da vacinação. “Mais uma autoridade afirmando que os filhos não pertencem aos pais”, postou a ministra em seu perfil no Instagram.
Nesta segunda-feira (21), a Associação Alagoana de Magistrados também saiu em defesa de Fátima Pirauá e afirmou que “politizaram o caso”.
Leia a nota da Almgis na íntegra:
A ALMAGIS vem prestar sua solidariedade e irrestrito apoio à magistrada Maria Lúcia de Fátima Barbosa Pirauá, que foi alvo de injustos ataques em virtude da interpretação descontextualizada de uma fala sua em recente live promovida pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, a qual contou com a participação de juízes e profissionais da saúde.
Na oportunidade, a magistrada defendeu a legitimidade do Estado de agir em defesa da criança e do adolescente nos casos em que os pais estejam colocando em risco a integridade e a vida de seus filhos.
Decerto, a criança não deve ser coisificada e tratada como objeto de seus genitores, mesmo porque estes possuem, para com aquelas, um poder-dever, que há de ser exercido com total responsabilidade. Nesse sentido se posicionou a juíza.
A ALMAGIS repudia a postura de todos aqueles que, sem sequer terem assistido à live, descontextualizaram a fala da magistrada, politizando o caso, sob o propósito vil de promover um irresponsável linchamento público.
Seguiremos unidos em defesa da magistrada Maria Lúcia de Fátima Barbosa Pirauá, certos de que a desinformação e a maledicência não poderão grassar em detrimento da autonomia e da independência do Poder Judiciário.
Por CadaMinuto
